quinta-feira, 30 de outubro de 2008

6 meses de gargalhada geral

Não se iludam com o contador. Grande parte dos visitantes aparecem por engano. O google prega umas partidinhas aos cibernautas mais desavisados.
Fizemos um apanhado ao longo destes 6 meses de aventura no sembikini em que se anotou as mais engraçadas/imprevisíveis palavras-chave pelas quais vinham surgindo algumas das inesperadas visitas. As palavras-chave estão agrupadas por categorias de visitantes. Divirtam-se:

Há os que procuram personalidades:
Patdonalds
Gerente do Trumps
fantasias da condessa
desfile de moda x-pression
priscila formada em letras agente infiltrada
sósia shane the l Word
mariana sem bikini
artista reconhecido em todo o mundo
bondage barbie
Procuro diva
mulheres eróticas
divas lésbicas
Mulheres Jeitosas
raparigas de bikini
agentes infiltradas lisboa
suecas nuas
miúdas desesperadas
lesbicas na praia a noite
mulheres portuguesas de bikini
procuro rapazes virgens
amigas lesbicas na praia
homenagem a carmen miranda as saltitonas
meninas novinhas loucas para fazerem sexo
c&a brinquedos barbie girls
artistas de todo o mundo
lesbicas na cam de graça
lesbicas usando minisaias
lesbicas caseiras em casa
mulheres surfistas bikini

Há os que se preocupam com o bem estar dos outros:
fantasias eroticas para o cristão
minha amiga lésbica
amigas lésbicas
acho que ela é lésbica
como convencer sua amiga de nao ser mais lésbica
a mulher leao tende ao lesbianismo
Minha amiga é lésbica

Os que procuram contactos:
contactos lésbicas
contactos de lesbicas boas
detectar lésbicas
contacto (de raparigas para sexo)
contactos lésbicos
mensagens de amigas lésbicas
lesbicas afim de trocar telefone
numeros de telefone de lésbicas
preciso muito de telefone de uma lésbica

Bikinis:
bikinis para crianças de 10 anos
exposição sobre bikinis
Encomendar bikinis
vídeos mulheres perdendo o bikini
festas na praia em bikini
apanhar sol sem o bickini chama-se
muitos bikinis
videos de mulheres dançando de bikines
topless de lésbicas
topless nos locais publicos
bikinis ousados
historia dos bikinis

Dicas e conselhos:
curso de lésbica
como agradar uma lésbica
taxativa ou tachativa?
moda lisboa-inscriçoes
falta de confiança para encontros com raparigas
mensagem para namorada e para amiga
quais as melhores marcas de bikinis de fio dental?
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pra que serve um dildo numa relação lésbica?
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Encontros imediatos:
3º grau em casa e sem dinheiro
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Condessa X

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Calcorrear Lisboa em Tango

Sexta-feira, dia 31, às 20h15 o ponto de encontro é no Largo da Faculdade de Belas Artes. Será um workshop de Tango Argentino para quem tenciona iniciar-se, ficar com umas noções ou despertar um talento adormecido. O evento surge pela mão do Colectivo Tango Vadio e apresenta-se como o (provável) primeiro evento deste tipo concebido numa perspectiva gender-neutral em que o género dos pares é irrelevante. Mais informações aqui. Será simpático enviar um e-mail de pré-registo para tango.vadio@gmail.com para que a organização possa gerir o número de participantes.
Em Lisboa o tango está nas sociedades recreativas (não têm saudades do Grémio Lisbonense?) mas também está na rua. O blog Tango Na Rua (que infelizmente só agora me lembrei de fazê-lo transitar para a nossa pink list) divulga e organiza Milongas gratuitas, um pouco por toda a cidade. Fiquem atent@s à programação no blog deles. A rua é nossa, carissím@s! Tomemo-la!

Estive deveras hesitante no vídeo a colocar aqui, mas achei que este vos seria particularmente caro. ;-)



x-pressiongirl

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Xanaína

Sob o patrocínio de "Borracharias Alencar": Xanaína!

"Peguei um táxi pra vir pra cá. Quando chego na porta: motorista evangélico. Tive de pagar a corrida com dinheiro."



Condessa X

Betina Botox

Reparem na entoação, nos termos usados, na combinação de palavras, na postura. Não conhecem umas quantas "Betina Botox"?



Condessa X

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Não sabes onde é que elas andam?

No gaydargirls, darling. Estão todas lá, umas mais camufladas, umas mais assiduamente que outras, mas é lá que têm estado.
Uma amiga dissera-me que tínhamos acabado de bater um recorde no gaydargirls. Rapidamente me juntei para fazer número e participar no registo do momento. É graças a ela que hoje temos esta imagem como prova de que estivemos 66 raparigas portuguesas online no gaydargirls. Muitas estão registadas mas raros são os momentos em que se dá a enchente que leva ao recorde.



Já no início a Condessa fizera uma reflexão sobre G World e L World em que registava um recorde de 51 portuguesas online. Ao fim de quase 6 meses sembikini poucas novidades há a acrescentar. Apenas o recorde.
Se forem ao gaydar dos rapazes vão encontrar a Condessa lá, camuflada com fotos que roubou de um modelo que ela mesma fotografou, a estudar o comportamento dos homens.

Acham que ela sabe disto tudo só através dos espiões e dos informantes sembikini?

Bom fim-de-semana!

x-pressiongirl

P.S. - Se assistirem a um record que bata este não deixem de partilhar, ok?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Nova enquete: Atinjo o orgasmo

Deriva da palavra órgão e define-se como sendo o estado limite da excitação sexual.
A nossa relação com os orgasmos é variável. Há quem os considere imprescindíveis numa relação e quem se contente com toda envolvência anterior à chegada ao Nirvana.
Umas têm mais facilidade em tê-los, deixam de tê-los com facilidade, passam a tê-los com mais facilidade, outras nunca o tiveram. Os estudiosos não estão de acordo porque nós também não. ;-)
Esta nova enquete transporta duas questões:
1. Têm orgasmos: sempre, às vezes, ou nunca;
2. Isso ocorre quando se estimulam sozinhas ou acompanhadas.

A votação é de escolha múltipla e poderão alterá-la até dia 29.

x-pressiongirl

Resultados enquete: A pessoa X tem de ser

Trago péssimas notícias para as raparigas que têm uma postura passiva na cama. Ninguém gosta de vocês aqui entre @s votantes do sembikini! ;-)
As versáteis são, de facto, as mais apreciadas. As tímidas, as inexperientes e as reservadas também não têm grande sorte (apenas 1 votante).
Poucas votaram nas opções referentes às diferenças/semelhanças entre nós e a pessoa X, pelo que talvez lhes seja indiferente. No universo de 40 votantes, 16 preferem pessoas diferentes e 8 parecidas a elas mesmas.
As mais votadas: honesta e boa na cama! Inteligente, divertida, apaixonada e boa amiga vieram logo a seguir. Divirtam-se com os resultados simplificados num gráfico de melhor leitura.



Não consegue ler? Já experimentou carregar no gráfico para ampliá-lo?

x-pressiongirl

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

benDITA

Não nutria particular fascínio por shows de striptease nem masculino nem feminino. O bom stripper é aquele que gosta realmente daquilo que está a fazer e consegue transmitir isso ao público, e deve ser deveras difícil conseguir gostar daquilo que se faz quando não se gosta do público para o qual se actua.
É por isso que a maior parte dos shows de strip lésbico não resultam.
Dos poucos que vi achei-os mal amanhados, valendo-se da expressão "show lésbico" para trazer gregos e troianos, leia-se velhos babosos dos que têm garrafinha cativa no bar e lésbicas ansiosas por ver maminhas que não sejam as da namorada. A gravidade disto é que muitas vezes o show não tem nada de lésbico. Elas são pagas para fingir que são lésbicas e nem sempre fingem bem. Os homens contentam-se com pouco, nós não. ;-)
Recordo-me do último que vi, infelizmente, longe de terras portuguesas porque aqui estas coisas demoram. O público era apenas composto por raparigas cujas idades deveriam concentrar-se algures entre os 20 e os 30 anos. E não se choquem por não haver rapazes lá dentro! Alguma de vós já entrou em alguma sauna? Alguma de vós já entrou no Labyrinto? Retomemos à vaca fria!
Duas raparigas lindíssimas, que supus serem bailarinas profissionais, moviam-se num ritmo sensual e ousado sem que caissem na vulgaridade. Havia simplicidade e ao mesmo tempo glamour. Elas pareciam desejar-se mutuamente e isso tornava aquele jogo excitante. Acabaram quase nuas deitadas uma sobre a outra, desenhando um simpático sorriso que deslizava entre a cúmplicidade delas e as raparigas do público. Toda a gente pareceu gostar. A fórmula é simples:
O público acreditou que elas tinham gostado do espectáculo que tinham acabado de dar.
E se calhar gostaram. Não havia gajos, lembram-se? ;-)
Pergunto-me quanto tempo faltará para que os espaços e as festas vocacionadas para o público lésbico (por enquanto ainda só temos a Lesboa mas há-de vir concorrência) nos brindarão com algo do género. E não precisa de ser um show de strip lésbico, há shows de cabaret que podem ser mil vezes mais apelativos. O Trumps parece ser dos poucos espaços da capital a perceber isso já que tem apostado incansavelmente em shows diversos e apelativos, bem longe do formato habitual de playback com mini-coreografias a que a generalidade dos espaços LGBT nos têm habituado.
Não desgosto de shows de transformismo, travesti ou drag queen mas admito que esta fórmula começa a cansar.
Descansemos um pouco:





x-pressiongirl

domingo, 19 de outubro de 2008

I Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos

Assinalou-se ontem o dia Europeu (?Internacional?) de Combate ao Tráfico Humano.
aqui tinha falado sobre este crime e sobre o I Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos (2007-2010).
Manuel Albano, coordenador deste Plano, disse que "Esta campanha pretende dar visibilidade ao fenómeno, a que Portugal não está alheio, e tem um carácter de responsabilização social e colectiva".
As denúncias devem ser feitas para a linha SOS Imigrante através do número 808 257 257 (Linha SOS Imigrante? Então não tinham dito que iriam criar uma linha GRATUITA que funcionasse a nível internacional?).
Aqui podem ler um artigo muito interessante sobre Tráfico Humano.



Para já a campanha para a sensibilização e apelo à denúncia será feita através da comunicação social, sendo que serão ainda distribuídos "200 mil folhetos em oito línguas diferentes, em centros de saúde, balcões da segurança social e associações de imigrantes, para que possam chegar às vítimas de tráfico."
Foi criado o Observatório de Tráfico de Seres Humanos (que se prevê em funcionamento até final deste ano) e um Centro de Acolhimento e Protecção às Vítimas de Tráfico. Manuel Albano disse também que "das 63 medidas do I Plano, 43 já se encontram executadas ou em fase de execução."
Segundo noticiou o Público, "Em 2007, Portugal produziu alterações ao Código Penal alargando a definição de tráfico e aumentando as penas para os traficantes. Segundo o novo Código, é punido com pena de prisão de três a 12 anos quem oferecer, entregar, aliciar, aceitar, transportar, alojar ou acolher pessoas para fins de exploração sexual, do trabalho ou extracção de órgãos."
De 3 a 12 anos! Percebem por que é que se diz que os traficantes têm bons amigos? Alguém me sabe dizer o que aconteceu aos senhores da Passerelle, acusados de 1200 crimes?



No âmbito do projecto DAPHNE (programa de combate à violência) foi elaborado um guia dirigido a profissionais e pessoas que se queiram envolver na luta contra o tráfico. É um guia muito interessante para a prestação de apoio às vítimas e está traduzido em português aqui.
O Feminista Actual - O Mal da Indiferença tem sido dos blogs portugueses que mais informação têm produzido sobre este tema. A consulta vale a pena!

Gostaria de relembrar algumas alíneas contidas neste I Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos:

- promoção de estudos no âmbito do tráfico de seres humanos (creio que o único estudo desenvolvido em Portugal depois disto foi um encabeçado por Boaventura de Sousa Santos, cujas conclusões ainda não tive a oportunidade de ler);
- encaminhar fundos para a investigação científica de forma a promover conhecimento, actualizado e diversificado sobre o tráfico de seres (vai ser bonito de se ver o governo a encaminhar fundos para a investigação científica na área das humanidades);
- estabelecimento de protocolos com empresas do sector da Internet (servidores de messenger e chats) para que criem “caixas informativas” nos acesos aos seus serviços (mais útil do que levarmos com publicidade comercial);
- apoiar uma longa-metragem que se centre nesta problemática (câmeras na mão! Ainda têm 2 anos para criar o filme!);
- apoiar no âmbito da disciplina de educação sexual o desenvolvimento de programas que promovam a tolerância zero contra a violência e discriminação de género (existe mesmo uma disciplina de educação sexual?);
- criação de uma linha (a “Declaração do Porto” prevê que seja uma linha internacional comum a todos os países, a linha deveria ser gratuíta);
- incrementar o número de fiscalizações a actividades laborais mais susceptíveis de albergarem focos de criminalidade organizada relacionada com o tráfico de seres humanos (a ASAE serve para isto mesmo);
- canalização de parte dos bens e activos apreendidos no âmbito de investigações/condenações por tráfico de seres humanos para programas de apoio a vítimas de tráfico (a outra parte é aquela que nunca ninguém sabe ao certo para onde vai).

A MTV Exit disponibiliza no seu site alguns conselhos importantes para quem pretende viajar, estudar ou trabalhar fora do país:

1. Contacta a embaixada do país para onde queres ir e informa-te sobre os vistos necessários para viver, trabalhar ou estudar nesse país. Se obtiveste estas informações de uma fonte oficial, então ninguém te pode dizer o contrário;

2. Antes de viajar, tira uma fotocópia do teu passaporte e dos documentos de viagem, e deixa-os com alguém da tua total confiança;

3. Deixa os teus números de telefone e moradas de onde podes ser contactado com um familiar ou amigo;

4. Leva contigo a morada e número de telefone da tua embaixada ou consulado no país do teu destino, para o caso de precisares deles;

5. Não dês o teu passaporte a ninguém excepto aos funcionários dos serviços de fronteiras ou à polícia;

6. Se tiveres dúvidas, antes de partir contacta uma organização de anti-tráfico humano (consulta a nossa secção AJUDA para obteres mais informações).

Condessa X

P.S. - Enquanto não é criada uma linha Gratuíta e Universal todas as situações devem ser denunciadas para o SOS Imigrante através do número 808 257 257.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Programa de Festas: Spectrum + Candy

Festa do Spectrum na Ilga, Sábado, dia 18 de Outubro, 23h

Os jogadores do spectrum vão comemorar 4 anos de existência, na Ilga.
É sempre bom saber que este espaço ainda existe e the GAME is not OVER.
Os jogadores prometem festa animada e convidam tod@s a entrar no jogo por isso não chamem a polícia, ok?



A Ilga fica na Rua de S. Lázaro, nº88. Quem for de metro deverá sair no Martim Moniz.

Festa de inauguração do Candy Bar em Cascais no dia das Bruxas
31 de Outubro às 23h30

Sua Malvadez, mais conhecida como Rainha Malvada, anunciou a inauguração deste novo espaço em Cascais. Esqueçamos os Candys de Brighton e Londres porque a única coisa que terão em comum é mesmo o nome. Este Candy pretende ser mais inclusivo e permitir a entrada a boys. A promessa é um espaço inovador onde as noites serão brindadas com uma arrojada mistura de Retrópopdiscótheatre.
Nesta primeira noite Óscar Reis e a belíssima Marlene são quem irá agitar as águas. DJ LorenzFactor e VJ Phaustino farão as honras da abertura.
Para consultar o mapa, a morada e obter outras informações é aqui.



Ponham-se na Linha, não sejam abóboras e venham comer doces!

Condessa X

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Enquete: A pessoa X tem de ser

Que elementos consideram imprescindíveis no que toca a conjugar afinidades? Alguém parecid@ convosco ou diferente da vossa pessoa?
As opções são de escolha múltipla e até dia 22 podem mudar de ideias e alterar o voto.

Não há prémio para melhores respostas mas o sembikini desenvolveu uma forma de vos entregar em mãos uma pessoa com as características que solicitarem. Como estamos ainda em fase de teste do túnel quântico o serviço, nesta primeira fase, é gratuíto. Não aceitamos devoluções, por isso tenham cuidado com as opções que decidirem escolher.


x-pressiongirl


Resultados enquete: Apaixonamo-nos pelas pessoas erradas?

A primeira coisa que salta à vista é que quase metade d@s votantes (48%) considera que não há pessoas erradas, contra cerca de 1/4 d@s votantes (23%) que, pelo contrário, considera não haver pessoas certas.
A maioria que consideram que não há pessoas certas queixa-se que só as descobrem tardiamente como sendo erradas, porque não conseguiram detectá-las a tempo.



Quanto mais me bates mais gosto de ti:
10% d@s votantes afirma que se sentem mais atraídas pelas pessoas erradas;
7% acha que o processo é necessário para que melhor se possa distinguir o certo do errado;
5% não consegue distingui-las;
5% acha que as erradas dão mais "pica";
5% acha que as pessoas certas tornam-se aborrecidas;
Ninguém se assumiu como masoquista, mas parece-me que há um certo masoquismo quando se gosta de bandidos, é o tal síndroma de Estocolmo.

As pessoas mudam, os nossos olhos mudam. Citando a Condessa: "E vejamos que uma pessoa "certa" hoje pode ser "errada" amanhã e vice-versa. As pessoas mudam, tal como o nosso olhar sobre elas se altera. Recuemos 3 anos. Vocês eram a mesma pessoa que são hoje? Reconhecem-se? (Des)Evoluiram?".

Enquanto não encontrarem a pessoa "certa" divirtam-se com as "erradas" até perceberem depois que não há nem umas nem outras, apenas Pessoas.

x-pressiongirl





terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cartas de amor

Quando foi a última vez que receberam uma carta de alguém especial? Esqueçamos os sms e os e-mails.
Refiro-me mesmo às cartas. Daquelas que as nossas avós têm escondidas em algum armário antigo. Daquelas que os vossos pais trocaram. Quando é que a receberam? Quando é que enviaram a vossa última carta de amor?
Aplaudo de pé quem me disser que continua a enviá-las!
O perfume das cartas, a marca de baton, as letras vivas contêm uma beleza que é difícil encontrar num e-mail.

Gostaria de partilhar o conteúdo de uma carta que data de Julho de 1938. Ela encontra-se nos Estados Unidos e escreve para França, endereçando ao seu querido namorado/amante/confidente/amigo/quase marido as seguintes palavras:

Querido pequeno ser,

Aconteceu-me uma coisa extremamente agradável. É que eu dormi com o pequeno Bauste há 3 dias. Passámos dias idílicos e noites apaixonantes. Isto foi-me demasiado precioso e forte, mas leviano, também, e isso encaixa bem com a minha vida.
Adeus querido pequeno ser.
Tenho vontade de passar longas semanas a sós contigo.
Um abraço forte,

Tua ________

O desafio que vos proponho é tentar descobrir quem é o famoso destinatário e a famosa rementente.

Vou dar-vos pistas:

1. Dormem juntos em Montparnasse;
2. Compartilharam os seus pensamentos sem escrever a mesma obra;
3. Compartilharam as suas vidas sem que vivessem juntos na mesma casa;
4. Amaram outros sem que deixassem de se amar um ao outro.

Condessa X

domingo, 12 de outubro de 2008

Beauvoir - Colóquio dias 13 e 14 de Outubro, em Lisboa

O ano 2008 assinala centenário do nascimento da escritora, filósofa e feminista Simone de Beauvoir.
Estão convidad@s a participar no colóquio «Olhares sobre a Mulher e o Feminino. No Centenário do Nascimento de Simone de Beauvoir» a decorrer no Auditório 2 da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa.
O evento contará com a presença de reconhecid@s académicos portugueses e estrangeiros que, ao longo de vários debates, reflectirão sobre Beauvoir fazendo com que a reflexão se estenda, naturalmente, pela filosofia, género, arte, literatura e intertextualidade.
Para consultar o programa é aqui.

Boas conversas! ;-)



Condessa X

P.S. - Vou deixar uma prendinha para quem nunca leu a Bíblia. Não queridas, não é essa bíblia, é aquela que Simone de Beuvoir escreveu: Segundo Sexo - parte I e Segundo Sexo - parte II.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Festa na Assembleia, dia 10, às 12h

Amanhã, dia 10 de Outubro, serão discutidos e votados os projectos do Bloco de Esquerda e d'Os verdes, a propósito da igualdade de acesso ao casamento cívil por casais do mesmo sexo.
Consta que o PS (recorde-se que este foi um dos partidos que impôs a "unanimidade" de voto entre todos os seus deputados) irá apresentar uma declaração de voto, também "unânime" a justificar a sua resposta negativa face aos projectos apresentados. Pedro Nuno Santos, ex-líder da JS, será o único com liberdade de voto. Porquê? Porque seria uma tremenda incoerência tê-lo a votar contra. Estranhamente o PS não considera incoerente o voto do partido.



Tenho a nítida sensação de que irá acontecer coisa parecida ao que aconteceu ao projecto de lei do divórcio. Votam contra para depois apresentarem um projecto similar, quiçá, na próxima legislatura (quem votar neles leva chicotada!).
Desconheço se o debate estará aberto ao público, mas várias organizações propõem uma grande concentração frente à Assembleia da República, às 12h, hora da votação.Acho que vou aproveitar a minha hora de almoço e passear até São Bento. Vai estar um dia bonito.

Condessa X

P.S. - Levarei comigo laranjas e ovos. Se não tiver apetite posso sempre praticar a minha pontaria.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Humm, I really like your dress

Já conheceram alguém numa casa de banho? O que acontecia se esta rapariga interagisse assim convosco? ;-)




E se ela gostar mesmo muito do teu vestido?



Vistam e dispam muitos, sim? ;-)

x-pressiongirl

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nova enquete: Apaixonamo-nos pelas pessoas erradas?

Satya teve a gentileza de nos brindar com uma reflexão sobre o pouco valor que se dá às pessoas que realmente nos tratam bem. Segundo ela, tendemos a gostar da "canção do bandido" e por isso cometemos os mesmos "erros concomitantes".
O desafio da enquete é saber se concordam com a perspectiva ou não, e se a ser verdade, qual o motivo ou motivos (escolha múltipla) que nos induzem a cometer esses "erros concomitantes". Todo o texto que se segue é da responsabilidade de Satya.

Erros concomitantes

A nossa vida é, toda ela, talhada por decisões que vamos tomando, aquando das circunstâncias que se criam em “de-redor”. Das mais pequenas tomadas de posição, às maiores, vamos desenhando os percursos, assim como os meios que escolhemos para os percorrer. Optamos em prol daquilo em que acreditamos, gostamos, desejamos. Vivemos, na consequência dessas escolhas, por vezes boas, outras vezes más. No entanto, no meio do turbilhão de premissas nas quais se constrói a nossa história, existem outras que dizemos não poder escolher, como se se espraiassem por nós de um modo incontornável e tivéssemos, simplesmente, que aprender a lidar com elas. Falo, claro, dos sentimentos e dos afectos. Desde pequena, quer nas conversas de café, com a mais variada das companhias, quer em momentos de estudo, também de varias correntes, sempre ouvi dizer que “não podemos escolher de quem gostamos” e que, nesse seguimento, a felicidade e/ou sofrimento associado é, de certo modo, incontrolável por nós. E será?

A ciência, feita também de paradoxos, tem tentado explicar que existem circunstâncias genéticas, orgânicas, físicas portanto, que nos fazem sentir atraídos por este ou aquele tipo de pessoa, mulher ou homem. Haverá meninas que, vocês, acharão fabulosas, ao mesmo tempo que a vossa melhor amiga considerará tão atraente como o Paulo Portas num dia bom. Ora, se assim é por uma condição física, podemos ter em conta também às questões de personalidade e carácter que seriam determinadas, conjuntamente, pelas nossas vivências e, possivelmente, pelas tais escolhas anteriores, que fazem com que nos liguemos a cada indivíduo. Nesse seguimento, porquê esta tendência para o complicado? O complexado? Porque nos ligamos, invariavelmente, às mesmas pessoas que não cuidam do que nos vem dentro, em detrimento daquelas que o fazem? Por que, concomitantemente, caímos nós na canção do bandido/a? Continuando na ideia do que se transmite “de boca-a-boca”, é costume ouvir-se que aprendemos com os erros e que, de cada queda retiramos, além dos joelhos esfolados, uma aprendizagem que nos permite não cair novamente. Contudo, outra vez, se assim é, porque cometemos nós os mesmos erros? Pela mesma, ou por outra pessoa, não interessa muito. Como se não bastasse aquilo pelo qual nos martirizamos tanto tempo, ainda vamos em busca de uma segunda, terceira, quarta dose (e por ai adiante), quando parecemos estar, de novo, equilibrados. A questão que vos levanto, assim como a mim mesma é: Porquê? Será uma necessidade de conquista, de desafio, de pôr à prova os nossos limites e capacidades? Será um receio de nos comprometermos com alguém a um tal nível ao qual não teríamos “desculpa” para sair? Será isso? Um medo de pertença, de compromisso? Ou, em última instância, um medo do Amor? Não creio. No fim de contas, é isso que buscamos, muitas vezes, nas tais pessoas que não parecem estar disponíveis para tal. Desejamos que Aquela pessoa esteja lá para os nossos pequenos pormenores, para os bons e os maus momentos. E, invariavelmente, ela não está...sendo que, mesmo assim, continua a tirar-nos o fôlego como nenhuma outra que, possivelmente, até estaria disponível para esses momentos interiores. Que realidade masoquista é esta? Seremos todos patológicos? Ou seremos, somente, naturalmente loucos, como se diz dos poetas e de todos aqueles que se atrevem a amar?

Satya

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Resultados enquete: Vais à Lesboa Party?

E não é que foram mesmo? A maior parte d@s votantes repetiu a dose (36%), mas 25% afirmou que já tinha ido a outras Lesboa e que não iria a esta. Os restantes dividiram-se entre indecis@s, pessoas que nunca foram e os que iriam pela primeira vez.



Não tenho o hábito de dar a opinião sobre os eventos que divulgo. Tenho extrema dificuldade em escrever o que penso sem cair na asneirada. Penso que quando a opinião é demolidora corre o risco de soar a arraso barato e quando a opinião é entusiástica soa a graxa fácil. Tentarei equilibrar-me na corda bamba entre um e outro.

Primeiro as chicotadas:
1. Não faz sentido haver fila única para a entrada do evento. Se há duas portas, seria desejável que houvesse uma fila para quem ainda não adquiriu o bilhete e outra para quem já o traz (compreendo, no entanto, o maior impacto de se entrar pelo corredor-mor);
2. Muito menos sentido faz, haver um porteiro que pede que se formem duas filas distintas (pessoas com e pessoas sem bilhete) para irem entrando ora de uma fila, ora de outra (ora pessoas com bilhete, ora pessoas sem);
3. Meninas, não se ocupa as casas-de-banho durante 20 minutos para se dar uns beijinhos. Ou assumem aquilo que fazem publicamente ou, se tiverem muita vergonha, vão mais cedo para casa. As que traíram as namoradas nos cubículos estão tramadas com a Artística porque ela filmou tudo;
4. O serviço de bar, apesar de continuar lento, melhorou a olhos vistos ao longo das edições. Imperdoável mesmo foi o esquecimento da água tónica;
5. Quem não levou uma peça branca devia levar uma chicotada. E não, cuecas brancas não conta, além disso estão fora de moda, darling, é out.
6. Esperava uma performance mais ousada do nosso amigo Stress. Foi muito giro mas soube a pouco.

Depois as festinhas:
1. É bom voltar a esta festa no ISA. A decoração é belíssima, o espaço é amplo e deveras agradável, tanto dentro como fora de portas. Os estacionamentos também são bons e espaçosos, coisa que dá sempre jeito para quem traz grandes camiões;
2. Os iogurtes que gentilmente ofereceram (pagos por nós, na verdade) à entrada souberam muito bem. Só depois é que soube que não era iogurte, mas soube bem de qualquer forma ;-P ;
3. A nova disposição do espaço foi de mestre. Faz todo o sentido os DJs ali no cantinho e os dois bares frente a frente. A pista de dança deixou de ser o local de passagem;
4. Muitas pessoas animadas e cheias de boa disposição. Já ouvi opiniões contrárias, mas aprendi que a melhor forma de se ganhar um sorriso é abrindo o meu primeiro;
5. A música esteve um orgasmo! Eu sabia que estas DJs íam abusar. Não é fácil abrir uma pista mas Raquel Kraft mostrou que quando a música decorre como o público gosta o mais difícil é terminar a sessão. Belíssimas escolhas! Já chega de vê-la a abrir festas, Raquel Kraft é mais do que "warm up", ela é "burning everything".
Rita Zukt pôs-nos nas nuvens com as charmosas misturas a que nos tem habituado, desde o techno mais soft às batidas mais sexys e ousadas, sempre pautadas por um extremo bom gosto musical. Quem aprecia boa música não deve perdê-la de vista este Sábado no OpArt!
Tânia Pascoal e a sua genialidade puseram a malta vibrante em delírio, partiu a loiça toda e nós gostámos. Não é fácil fechar uma festa, mas quando ela é fechada com chave dourada agente volta!
Mariana Couto, que eu não conhecia como DJ, abusou dos hits actuais (Amy Winehouse) e antigos (Britney Spears, Tina Turner...) e até ressuscitou alguns como "Sex Bomb". Mas houve quem gostasse porque há quem espere que a Lesboa se transforme numa Maria Lisboa em forma de festa;
6. O trabalho do VJ foi brilhante. Ganhou mais pontos ainda por conseguir fazer milagres porque a parede dele não estava no seu campo de visão.

A próxima Lesboa está prevista para a noite de Ano Novo.

Condessa X

P.S. - Ter-me-ei esquecido de alguma coisa, caríssim@s? Queiram partilhar as vossas opiniões porque os gostos discutem-se. Obviamente! ;-)

domingo, 5 de outubro de 2008

12 lésbicas na Lesboa

Adivinhem quem é que a Cromossoma XX (soma de X-pression + condessa X) encontrou na Lesboa! Obviamente, as 12 lésbicas! Fui cumprimentá-las e fiz-lhes uma mini-entrevista assim como quem não quer a coisa: Olá, como estás? A gostar da festa? Música boa, gente gira?

(tudo o que doravante aparecer entre parêntesis são falas e pensamentos meus, ok?)

Vítima – (encontrámo-la sentada nas escadas a apanhar ar e a receber festinhas, vindas de uma rapariga que descobrimos ser a Simpática) Vai-se andando. Já encontrei aqui duas ex-namoradas por isso já tenho a noite estragada. Tenho aqui esta amiga a tentar animar-me, ela é muito simpática.

Machona – (encontrámo-la no bar, prestes a ser atendida) Um bocado falida pah, estou farta de pagar bebidas àquela rapariga que está ali sentada e ela ainda nem me deu um beijo. Acho mal pah.

Tímida – (estava sentada numa das mesinhas a beber as bebidas que a Machona lhe ía trazendo). Sim, está muito animada e já conheci uma nova amiga muito simpática que faz questão de me oferecer bebidas sem pedir nada em troca. Adoro pessoas simpáticas, sabem? Hoje em dia as pessoas querem sempre algo mais e eu sou muito tímida para essas coisas. Estou aqui no meu cantinho a beber um bocadinho. É tudo.


Sonsa(encontrámo-la sentada nuns puffs, a conversar com mais 3 amigas) Ah, olá! Nem estou a ligar muito à festa, vim cá com umas amigas só para convivermos um pouco, não estou cá para conhecer ninguém. Aliás como podem ver estamos aqui neste grupinho e nem nos misturamos com as outras, cada uma na sua que eu não gosto dessas coisas de andar para aí no engate. Raparigas giras? Nem estou a prestar atenção, como vos disse estou aqui no meu cantinho a falar com as minhas amigas, nem olho para ninguém, não sou dada a essas coisas que vocês ensinam no sembikini, engates e flirts… não que eu tenha alguma coisa contra mas, pronto, não gosto disso. Sou assim.

Brincalhona – (encontrámo-la abraçada à Desportista) Esperava ver-vos sem bikini. Ahahah. (ai miga, essa piada já cansa!) Está tudo muito animado. As DJ’s são maravilhosas e a performance de Stress foi um arraso. Querem ver o meu bikini? (levou uma chapada da Desportista, que pareceu não achar muita piada)

Simpática – (encontrámo-la a fazer festinhas nas costas da Vítima e a olhar constantemente à volta para ver se encontrava a próxima Vítima) Ah, olá! Vocês são tão queridas, olhem visito sempre o sembikini todos os dias, participo sempre nas votações e acho-vos muito animadas. Se quiserem o meu telefone é… (ela deu-nos mesmo o número de telefone mas nós preferíamos que nos tivesse dado a morada). O quê? Se estou a gostar da festa? Ah sim, a organização da Lesboa pensou em tudo menos nos WC’s não é? Mas pronto como já vim a outras Lesboa já estou habituada a fazer xixi em casa antes de vir e além disso evito beber porque sou eu que levo as minhas amigas para casa e não convém beber porque vou a conduzir… (falou, falou e não respondeu à pergunta, irritei-me e acabei por deixá-la a falar sozinha. Notei que acabou por abandonar a Vítima e foi ter com outra deprimida)

Desportista – (estava abraçada à Brincalhona e rudemente interrompia a conversa para se pôr aos beijos com ela) A festa está muito boa mas eu só tenho olhos para a minha menina. Smmmmmmack (isto foi o primeiro beijo) Já tinha vindo a outras Lesboa mas esta é melhor porque tenho a companhia da minha menina. Smmmmmmack (isto foi o segundo beijo). A música por acaso não tenho estado a prestar muita atenção – smmmmmmmmack (condessa, eu acho que vou bater na desportista, ela está a ser rude) porque tenho estado a ouvir as piadas do meu amorzinho. Smmmmmmmmack (eu juro-vos que vou bater na desportista! “Calma, x-pression, que tolice! Despeça-se da miúda e vamos embora!” Isto foi a voz da Condessa a chamar-me à razão, mas eu não suporto gente indelicada. Será que as lésbicas ficam todas assim tão lamechas e peganhentas nos primeiros dias de namoro?)

Intelectual – (estava sentada nuns puffs com o mesmo grupo da Sonsa, que não parava de sorrir para nós para logo de seguida desviar o olhar. É mesmo sonsa… a dizer que não flirtava nem lançava olhares) Olá queridas! Não sou muito de dançar mas a música está agradável. Estou aqui a tentar falar com as minhas amigas sobre as 3 Marias e a importância da obra delas no panorama literário português mas as minhas amigas estão todas mais interessadas em comentar as raparigas da festa. A Sonsa então… só sabe atribuir notas de 1 a 10 a cada rapariga que passa por nós. Não têm conversa nenhuma, credo! Ah sabem que mais? Eu vou com vocês para as entrevistas, pode ser? Sabem o que eu mais gosto na Maria Teresa Horta? (e continuou a falar sobre as 3 Marias, que temos de escrever um post decente sobre as Novas Cartas Portuguesas, que devíamos ter escrito um post mais elaborado sobre o Congresso Feminista… perdi a paciência: oh intelectual, já chega, ok?)

Obsessiva – (encontrámo-la junto à cabine da DJ a tirar-lhe fotos) Eu sempre tive um fraquinho por esta DJ, ela parece-se tanto com a minha última ex. Não percebo por que é que ela não fala comigo quando põe os phones longe dos ouvidos. Oh, ela é tão linda. Não saio daqui sem o número dela! (a organização da Lesboa acabou por repreendê-la por estar a fotografar a DJ sem o consentimento dela. Nós fugimos de seguida só para evitar que a Obsessiva se lembrasse que alguma de nós pudesse ser parecida a alguma das suas ex)

Artística – (estava a dançar perto da Diva e a tirar fotos da festa ao mesmo tempo) Ai, deixem-me tirar uma foto com vocês! Ai não ficou bem. Vamos lá outra! Então, Condessa, esse sorriso? Vai gastar-me as pilhas da máquina! Pronto acho que esta ficou melhor. Ai, x-pression, ficou com os olhos fechados. (Ai fiquei óptima, darling, agora responde à pergunta para irmos dançar um bocadinho, sim?) Estou a gostar imenso da festa. Isto está cheio de gente simpática. Tenho andado aqui a tirar umas fotos e até trouxe a máquina de filmar. Tenho andado a filmar coisas que vocês nem sonham, depois eu vendo o vídeo à organização da Lesboa ou ao Sembikini se vocês pagarem melhor (não, não pagamos). Estão a ver aquelas duas ali? Eh pah, apanhei-as a fazer com cada coisa. Então e nas casas de banho? Instalei lá umas mini-câmeras, e já vi com cada coisa. Dá para perceber o porquê daquela fila imensa porque elas vão lá para dentro fazer coisas umas com as outras. Podiam ir para casa, hein? (se calhar da próxima a organização lembra-se de colocar uns quartos escuros só para o chill out)

Púdica – (assim que nos viu trancou-se no wc porque devia estar com vergonha de ser vista na festa, mas nós apanhámo-la lá fora.)
Ai vocês são do sembikini não é? Nem vos estava a reconhecer. Nem sabia que festa era esta, trouxeram-me para cá e não estou a achar muita graça porque não faz sentido fazer-se festas lésbicas, até porque eu sou uma rapariga caseira. Descobri que a casa-de-banho tinha esta câmera escondida (ih, cacete, ela encontrou a câmera que a artística escondeu no wc) é por isso que eu não gosto destas festas do demónio e porque eu até sou evangélica.

Diva – (encontrámo-la a dançar e a posar para a Artística) Amigas, vocês não deviam estar a entrevistar ninguém, mal dá para falar aqui dentro. A festa está óptima, só vejo gente bonita e animada, a música está uma delícia e a performance foi magnífica. Difícil mesmo é chegar ao bar e pedir alguma coisa. Vamos deixar a conversa para depois, a música está muito alta e entendemo-nos melhor a dançar. Shall we?



x-pressiongirl

P.S. - As ilustrações são cortesia de Tattts, que em breve partilhará connosco a sua visão das 12 lésbicas. A visita à sua galeria é obrigatória.

P.S. 2 - Quem apanhou a festa a meio pode recuar no tempo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

12 lésbicas - after date

Quis saber como tinha corrido o blind date e perguntei-lhes:
Como vos parecia ela no início?
Onde se encontraram?
Como correu o date?
Com que impressão ficaste dela no final?
Vão voltar a ver-se?

Vítima – Ela parecia uma rapariga muito doce, escutava-me sempre que eu precisava de desabafar e decidimos combinar um encontro. Fomos dar um ameno passeio no Parque Eduardo VII. Ela estava constantemente a tocar-me e a abraçar-me, fartou-se de me dar dicas e quando eu tentei avançar com um beijo ela disse que eu estava a interpretá-la mal. Só me acontecem destas. Fiquei com a impressão que além de sonsa ela finge ser simpática só para as pessoas falarem bem dela. Ah, eu gostava de voltar a vê-la porque apesar de tudo ela parece ser uma boa ouvinte.

Machona – Acho que ela precisa de alguém que a proteja das lésbicas cabras que andam por aí. Parece um bocado tímida e tem cá umas mamas… Encontrámo-nos num centro comercial e tudo parecia estar a correr bem até que eu decidi ir à casa-de-banho atrás dela. Ela pareceu-me um pouco nervosa e disse que tinha de se ir embora em breve. Insistiu que queria ir de metro, mas eu voluntariei-me para levá-la a casa no meu carro. Fiz questão de me certificar que ela entrava no prédio, só para ficar a saber onde mora. Vou telefonar-lhe mais logo para saber se posso voltar a vê-la amanhã.

Tímida – Pareceu-me muito prestável e perante a minha indecisão tomou a iniciativa de escolher um sítio, por sinal, bem movimentado para que toda a gente nos visse. Odiei. Fiquei iludida pelas fotos que ela tinha da Angelina Jolie e devo ter-me mentalizado que ela seria parecida. Nunca mais me encontro com ninguém que não tenha foto. Eu devia ter desconfiado que ela era uma machona quando me perguntou o número do meu soutien. Não parava de me agarrar as mãos e elogiar o meu bonito sorriso. Entrei em pânico porque não conseguia dizer nada e então tive a ideia de lhe dizer que ia à casa-de-banho, sendo que a minha intenção era fugir dela. Quando olhei para trás notei que me seguira até à casa-de-banho. Disse-lhe que me estava a sentir mal e que ia para casa. Ela insistiu para que eu a deixasse levar-me de carro. Disse que não, mas ela agarrou no meu braço com tanta força que fiquei com medo e deixei-a levar-me. Felizmente dei a morada da casa da minha avó, que ficou surpreendidíssima com a minha visita. Acho que amanhã vou mudar o número do telemóvel porque a gaja não pára de me chatear.

Sonsa – Percebi que a gaja queria festa porque foi logo bem clara no início. Achei-a demasiado confiante e isso assusta-me um bocado. Também a achei convencida e isso enerva-me. Inventou que me queria levar para ver dança do ventre, olhem só o truque dela! Como se alguém fizesse dança do ventre profissional aqui em Portugal… Encontrámo-nos no cabaret Maxime e curtimos numa das mesas mais escondidas, ainda que só eu parecesse ter a preocupação de poder ser vista. Ela passou o tempo todo a fazer-se a mim e eu acabei por me deixar influenciar pela doidice do momento e pelo álcool que ela me ia incentivando a tomar, porque a minha intenção era mesmo tomar só um copo e vir-me embora. Basicamente, ela embebedou-me.
Fomos para a casa dela a seguir porque apesar da minha namorada estar fora em trabalho e de eu lhe ter dito que morava sozinha, alguma coisa podia correr mal como daquela vez em que uma tipa estúpida me perguntou por que é que eu tinha duas escovas de dentes na prateleira da casa-de-banho. Não lhe contei que tenho namorada porque ela podia ficar chocada comigo e provavelmente ia andar por aí a difamar-me. Acho mal as pessoas terem relações liberais, só consigo conceber relações sérias e fechadas. Isto que aconteceu foi um mero deslize e não voltarei a contactá-la.

Brincalhona– Achei-a demasiado atraente porque gosto de mulheres musculadas e de porte atlético, ainda por cima faz bodyboard e anda de skate e eu gostava de começar a praticar desportos radicais. Encontrámo-nos num bar que ambas costumamos frequentar e até acho que já a tinha visto por lá. Foi muito divertido porque como a música não estava muito alta deu para nos rirmos um bocado. Percebi que ela só queria sexo e decidi testar a paciência dela. Fiz-me de difícil, mas assim que ela me começou a fazer cócegas, não consegui conter-me. Fiquei interessada em ver a prancha dela, mas ela achou melhor irmos para a minha casa. Não lhe mostrei prancha nenhuma, mas mostrei-lhe outras coisas que ela muito apreciou. Penso que vou contactá-la em breve, é óptima na cama e estou ansiosa por aprender a fazer bodyboard.

Simpática – Achei-a um bocado depressiva, mas como gostávamos do mesmo tipo de música resolvi dar o benefício da dúvida. Além disso parecia-me engraçadinha. Enganei-me redondamente, as fotos que ela tinha não eram actuais e não gostei muito do estilo dela. Fartou-se de falar na ex e eu, para ser simpática, dei-lhe o meu ombro para a consolar um bocado. O quê? Ela disse isso? Não eu não me fiz a ela nem sequer lhe dei dicas nenhumas. O que aconteceu é que eu acho que a rapariga interpretou mal o abraço que eu lhe dei e tentou beijar-me. Não lhe disse que não fazia o meu estilo porque não quis ser indelicada com ela. Vou limitar-me simplesmente a responder às mensagens que me continuar a enviar, mas irei sempre declinar todos os convites que me voltar a fazer. Hei-de vencê-la pelo cansaço, eu sei que não é lá muito simpático, mas eu também não sou.

Desportista – Pareceu-me engraçadinha pelas fotos e muito bem disposta. Não me enganei, ela até era gira, mas no bar onde nos encontrámos já me estava a passar com tanta piada sobre loiras (é, eu colori o cabelo com tons alourados para me dar um ar assim mais de surfista) e decidi partir para o ataque, comecei a acariá-la e ela começou a rir desalmadamente como se eu lhe estivesse a fazer cócegas. Decidi calá-la com um beijo e a rapariga, mais tarde, sugeriu que fôssemos para minha casa porque queria ver a prancha (se calhar não lhe devia ter mentido). Inventei que a minha irmã estava a passar uns dias em minha casa e acabámos por ir para casa dela onde tivemos muito bom sexo. Gostava de voltar a encontrá-la, mas já vi que primeiro vou ter de comprar a porcaria da prancha.

Intelectual – O perfil dela despertou-me a atenção porque percebi que era uma pessoa ligada às artes. Gosta muito de literatura e frequenta sítios interessantes. Falámos bastante antes de marcar este encontro. Marquei com ela na Gulbenkian, que é um sítio onde gosto de levá-las, só para impressionar um bocadinho. Deitadas na relva do jardim fumámos uma erva que ela trouxera. Admito que não sou dada a erva, mas tinha de causar boa impressão e não queria dar um ar demasiado betinho. Fartei-me de tossir, acho que ela topou que eu não fumo. Fiquei um bocado desiludida quando ela me disse que não conhecia Judith Butler nem Gloria Steinem. Felizmente nem tudo é mau e já leu o “Segundo Sexo” de Simone de Beauvoir. Não faz mal, é uma questão de tempo. Se continuarmos amigas talvez possa pensar numa relação mais séria.

Obsessiva – Achei-a um bocado envergonhada porque não se abriu muito e nem tinha fotos no gaydar. Disse que era professora e tinha receio que alguma das suas alunas divulgasse o perfil. Arrisquei um encontro e felizmente ela era gira. Foi penoso marcar este encontro porque a gaja parecia só querer cybersex, ainda por cima sem cam. Mas pronto, acho que no início até correu bem, falámos imensamente mal das nossas ex, apesar de ela inicialmente ter dito que não era lésbica e que só tinha curiosidade.
Encontrámo-nos numa esplanada para os lados da Graça, escolha dela. No final do encontro voltou a dizer-me que afinal era heterossexual e eu achei que ela estava a gozar da minha cara. Tive o cuidado de anotar mentalmente a matrícula do carro dela e quando menos esperar terá os 4 pneus em baixo.

Artística – Ela elogiou muito as minhas fotos artísticas e como gosta de literatura fiquei com vontade de lhe mostrar uns poemas. Sugeriu que nos encontrássemos na Gulbenkian. Levei uma ervinha deliciosa mas ela pareceu não gostar muito porque engasgou-se várias vezes. Está sempre a falar de livros que leu e para contentá-la disse-lhe que tinha lido o “Segundo Sexo”, de Beauvoir. Se calhar é melhor lê-lo mesmo, não vá dizer alguma asneira num próximo encontro. Gostaria de lhe ter dado uns beijinhos e eventualmente ter ido para a cama com ela, mas ela pareceu-me um pouco mais conservadora e penso que neste momento só está empenhada em relacionamentos sérios. Talvez fiquemos amigas, um pouco coloridas seria o ideal.

Púdica – Como eu não ando no engate não sou de meter conversa com ninguém. A rapariga é que se meteu comigo e ao fim de umas semanas a teclarmos no messenger achei que já nos conhecíamos um pouco melhor para irmos tomar qualquer coisa. Por mim teríamos ficado só ali pela conversa, mas a rapariga insistiu tanto que não quis contrariá-la. Comprei uma lingerie fantástica para a ocasião, não que quisesse ter alguma coisa com ela mas porque gosto de me sentir confortável. Inicialmente ela começou a enervar-me porque estava sempre a pressionar-me para que lhe enviasse fotos, coisa que nunca fiz porque a Internet é perigosa. O quê ela disse que fizemos cybersex? Não, nunca fiz cybersex com ela nem com ninguém, aliás nem sei ao certo o que significa isso. E além do mais eu nem sequer tenho webcam!
Encontrei-a numa esplanada para os lados da Graça. Não lhe achei muita graça fisicamente quando a vi, mas fui ter com ela por consideração às conversas que tivemos durante quase dois meses. Como a achei desinteressante fisicamente e não o quis dizer directamente inventei que voltara a sentir-me heterossexual. É óbvio que não tenciono voltar a encontrá-la porque achei-a feia. Já viram mesmo a trabalheira que esta porcaria dá? Já a bloqueei do meu messenger mas agora ainda falta mudar o número de telefone e fazer mais outro perfil no gaydar, só naquela, mesmo até porque eu não procuro nada que não seja pura amizade.

Diva – Normalmente encontro-me só com outras divas, mas às vezes sou “enganada” por simpáticas, sonsas e brincalhonas com algum talento e que, por vezes, conseguem fazer-se passar por divas. As outras eu detecto mais facilmente e descarto-as ainda antes de entrar em qualquer tipo de diálogo. Ela pareceu-me bem gira e descomplexada, portanto decidi ir directa ao assunto. Resultou porque meia hora depois já estávamos lá. Na verdade, eu queria ter ido a um sítio com umas almofadas muito confortáveis enquanto assistiríamos a dança do ventre, mas ela achou melhor irmos para o Maxime. Escolheu precisamente a mesa mais escondida que havia lá. Parecia que estávamos numa competição porque ela também não parava de me provocar e fui eu quem, de facto, tomou a iniciativa. Quando já estávamos por demais excitadas e achámos que não era boa ideia continuar naqueles sofás ela sugeriu que fôssemos para minha casa. Sugestão amplamente aceite, mas ainda assim com algumas reticências. Por que se convidava ela mesma a vir para a minha casa ao invés de propor irmos para a dela, já que me dissera que também morava sozinha? Acho de mau tom fazer-se de convidada para minha casa, quando também ela mora sozinha.
Por acaso achei-a um bocado estranha, agora que penso nisso, as coisas que dizia nem sempre se coadunavam com a postura dela. Ainda assim tivemos uma noite de sexo fantástica que eu gostaria de repetir. Penso que vou telefonar-lhe em breve a propor a repetição da noite anterior. Se ela quiser, será ouro sobre azul, se não que mo diga logo directamente porque eu não sou de perder tempo.


E agora já dá para perceber o quebra-cabeças do "quem se encontrou com quem"? Tentem mais uma vez para isto parecer mais divertido porque a história não acaba aqui. É que elas ainda vão interagir em muitos mais sítios. ;-)


x-pressiongirl

P.S. - Quem precisar de refresh pode recordar-se do perfil de cada uma delas aqui.