quarta-feira, 30 de abril de 2008

Monokini / Topless - o exemplo sueco


As amigas suecas andam revoltadas com o facto de terem de cobrir as maminhas. A notícia, que já tem cerca de 5 meses de vida, é dada em forma de caricatura, por isso vou tentar descobrir mais coisas sobre as amigas e depois venho contar.

Elas reivindicam o direito a ter a descoberto os seios e a usar só a parte inferior do bikini, tal como os homens, nas piscinas municipais. Alegam, e bem, que a obrigatoriedade de usar a parte superior do bikini é uma forma de discriminação do corpo feminino.


Se se conquistar o direito a usar facultativamente o bikini em locais públicos, temos mais uma planta no jardim feminista. Mas atenção que esta pretensa forma de igualdade é uma faca de dois (le)gumes. Como alguém disse, isto pode não significar propriamente que a sociedade esteja a ficar mais igualitária mas sim, mais perversa. Quem dita as regras autoriza mais facilmente a pornografia do que a igualdade.


Há uns tempos, uma amiga fez-me ver que uma mulher entra mais facilmente num museu se estiver nua dentro de um quadro do que se quiser entrar enquanto artista que pretende expor as suas próprias obras. Acham que é só uma coincidência, não acham? Pois, se for, não deixa de ser uma coincidência perversa.

Condessa X

4 comentários:

rosa que fuma disse...

isso é http://guerrillagirlsbroadband.blogspot.com/

(isso do museu, I mean)

Luhuna disse...

esse comentário das mulheres e do museu tem mais de 30 anos, duvido que em qualquer dos principais museus de arte contemporanea haja mais quadros de mulheres nuas do que artistas mulheres.

Condessa X disse...

Rosa que fuma, sim, era essa referência ao museu, mas infelizmente não encontro link para o post.
Luhuna concordo num aspecto, também acho que devia haver mais nus nos museus de Arte Contemporânea. Agora, admitindo que hoje em dia seja tão fácil para um homem como para um mulher expor as suas obras (e eu penso mesmo que não é), o que é que o aborrece mais? Que haja menos mulheres nuas nos museus contemporâneos ou que possa ser preterido, enquanto artista, por uma mulher?

rosa que fuma disse...

beeem, o nu já não é o que era há uns tempitos :P

mas é certo que tanto em quantidade como em valor $$$$$$$ ( e mais importante para a eternidade, em termos de conteúdo legível) a coisa se mantém, um bocadinho melhor que nos anos 80, tempo em que as guerrilla começaram.