quinta-feira, 11 de setembro de 2008

As jeitosas

Hoje é dia 11 de Setembro e para assinalar a triste data também eu venho falar de atentados (se quiserem reflectir um bocado sobre o 11 de Setembro, cliquem nos links; se preferirem continuar a acreditar nas mentiras que a imprensa e os políticos controlados pelos donos do mundo nos vendem, ignorem os links e continuem a ler como se eu não tivesse dito nada) .
Penso que no Porto chamar-lhes-iam mais facilmente de mal-jeitosas. A x-pression tentou convencer-me a fazer um perfil mas assim que me deparei com a página principal, achei que sairia mais no lucro fazendo um perfil no gaydar dos rapazes.
Descobri que as raparigas contratadas para represntar as lésbicas na homepage do gaydargirls foram despedidas, por isso, de recordação, deixo aqui esta foto que roubei ao senhor nuba, que já havia reflectido sobre isto.



O gaydargirls colocou recentemente um anúncio para novas modelos a figurar nas imagens da página de entrada. Os requisitos eram muito difíceis de preencher pelas portuguesas que, regra geral, até têm algum gosto. Vale a pena dar um lucky look no anúncio que a administração do Gaydargirls colocou nos subúrbios londrinos e eu tomei a liberdade de traduzir:

"O gaydargirls procura raparigas jovens (preferencialmente virgens, mas, se não poder ser, ao menos que tenham boas mamas), com aspecto de quem leva porrada dos pais diariamente, com ar de que não toma banho regularmente e, mais importante de tudo, que não saiba sorrir.
Tens um ar desgraçadinho e infeliz, assim tipo Floribela?
Tens um corte de cabelo daqueles que não lembra a ninguém?
És gorda que nem uma lontra?
Tens um ar antipático?
Achas que perto de ti o Mike Tyson sentir-se-ia efeminado?
És a nossa rapariga! Vem tirar umas fotos e figurar na nossa homepage!"


Soube, junto de fonte fidedigna que o gaydargirls teve grande dificuldade em escolher as concorrentes, mas elas foram escolhidas a dedo (não sei qual deles, juro, se o indicador se o do meio).
Comparem as fotos do gaydargirls com as fotos do gaydarboys e chorem um bocadinho que é para aliviar os nervos.



Têm todas um ar desgraçadinho e infeliz q.b. Não há uma única foto em que alguma das pobres raparigas esteja com um ar mais feliz ou meio sorridente. É o tal drama de que vos falei. Até as administradoras do gaydargirls têm um pézinho a escorregar para o chinelo dramático. As miúdas têm todas um ar de quem acaba de sair da prisão e isso não é bom para uma rapariga que pondere fazer o seu registo e se depare com aquelas imagens. Vai deixar de ser lésbica nesse exacto momento, só de pensar que lá dentro vai encontrar raparigas iguais àquelas. Há quem jure que mesmo as raparigas portuguesas com as quais deus não foi tão generoso conseguem superar de longe qualquer uma das “modelos” gaydargirls (produto britânico da pior qualidade). Uma das minhas amigas descreveu melhor ainda este fenómeno: “Bem brega!”. :-)
Tenho um precioso informante que andou a partilhar umas coisinhas bem interessantes sobre o gaydar dos rapazes por isso um destes dias venho trazer informações sobre o que andei a descobrir no G World.

Trureloo,

Condessa X

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bed Death

A comunicação dos corpos extinguiu-se porque já não há aquele apetite inicial? Tornaram-se mais amigas do que amantes? A vossa cama morreu, amigas? Em linguagem lésbica diz-se que estão a passar por uma Lesbian Bed Death, que em português soará mais ou menos como "morte de cama".



Vivemos tempos de comida e de dinheiro de plástico, por isso como acham que a sociedade de consumo nos educa a ver as pessoas? Exactamente. Nos tempos que correm, quando alguma coisa se avaria é, ridiculamente, mais fácil comprar-se a coisa nova do que mandar arranjar o objecto antigo. Da mesma forma, procurar uma nova pessoa que nos proporcione todas as emoções da loucura inicial parece mais simples mas já alguém aqui explicou, e muito bem, que isso é uma faca de dois (le)gumes. Aparentemente é mais fácil projectar um novo romance baseado no prazer da nova descoberta do que REdescobrir e REinventar uma RElação que parece não poder evoluir mais. A palavra relação significa precisamente a renovação de laços. E não, a experiência nem sempre é proporcional à maturidade, basta observarmos o escandaloso número de pessoas que têm tanto de experientes como de imaturas.
Passemos de nível neste próximo parágrafo, reciclado a partir de um post antigo que deixei na rede ex-aequo:
Creio que a Bed Death ocorre mais facilmente em casais cuja relação seja longa, por estes motivos que apresento e cujas propostas de REsolução descrevo de seguida:

Envelhecimento e consequente falta de identificação com o outro ou, até, com nós mesmos;

- Cultivar o nosso próprio bem-estar físico e emocional. Não deixar que o nosso físico atrapalhe a nossa performance enquanto amantes dedicadas (por exemplo, uma grande barriga dificulta manobras que se querem ágeis). Sem grandes exageros (é abominavel o tempo que as pessoas passam em ginásios em busca de um corpo perfeito), é importante termos ao nosso lado uma pessoa que se preocupa em ter uma imagem cuidada, não propriamente para mostrar aos outros mas, sobretudo, para se sentir bem consigo mesma.
Tentar conciliar horários entre ambas e fazer caminhada, andar de bicicleta (em Lisboa não é lá muito fácil, mas estes senhores e estes mostram que é possível), nadar e, claro, ter sexo a montes ajuda a queimar calorias e simultaneamente a promover a máxima "mens sana in corpore sano".
Para as pessoas que tenham dificuldades motoras, jogar xadrez, monopoly, ou brincar às barbies (não há melhor exercício criativo a duas). Não queima tantas calorias mas é divertido se passarem à prática as histórias que forem inventando com as bonecas. Imaginem-se a treinar com duas barbies aquilo que vão fazer a seguir uma com a outra. Nice, hein? ;-)

Falta de diálogo franco na relação;

- saber equilibrar as faltas de acordo com democracia e racionalidade, ora cedendo ora fazendo prevalecer a nossa vontade. Pessoas demasiado autoritárias ou demasiado permissivas tornam-se desagradáveis.

- ocultar coisas que se sente e acomular pequenas queixinhas só ajuda a aumentar a desconfiança e a criar inseguranças muitas vezes desnecessárias. Aprender a falar com franqueza e de forma educada tudo o que pensa e, do mesmo modo, estar preparada para ouvir é meio caminho andado para preservar o bom entendimento.

Medo de desiludir ou de perder a companhia;

- promover uma relação plena de novidades (o que a cada dia que passa é mais dificil). Obviamente é mais fácil surpreender uma pessoa com quem estamos há seis meses do que uma que já nos conheça por mais de 5 anos. Mas se a surpresa foi agradável há 5 anos atrás, por que não repeti-la? Flores, bonbons, cartões de crédito (esta é só a brincar, não façam isso!), livros, cd's, pequenas ofertas que sugiram consideração pela pessoa costumam ajudar, mas isto não é nada se não for acompanhado com pequenas atitudes também!!!!
Um banhinho de espuma antes do jantar, uma sobremesa especial, uma ida ao teatro para uma peça que ela realmente desejasse ver, um filme especial, um pic-nic com amigos em comum. É fulcral que não se fechem em quatro paredes, mas que convivam com amigos comuns e privados (até porque são estes que te vão emprestar os ombros se alguma coisa correr mal depois), é importante que os elementos do casal possam dar espaço um ao outro para que se encontrem com amigos particulares sem que haja desconfianças. Todas essas pequenas atitudes, mesmo que já tenham sido tomadas são sempre bem vindas, não importa se já foram repetidas porque quando é delicioso desejamos sempre repetir.

Rotina;

- Só se consegue inovar quando temos a mente aberta. Não creio que haja nenhum truque particular para se fugir à rotina, ela existe sempre, temos é de saber encará-la não como rotina no mau sentido, mas como lucro. Quanto melhor conhecermos uma pessoa melhor saberemos como surpreendê-la e agradá-la agradando-nos ao mesmo tempo. Abrindo o baú mental, libertando-se de preconceitos, lendo, visitando sítios, falando com amigas... há-de encontrar SEMPRE boas novidades, por mais anos que viva.

- Massagens ajudam muito. Não tendo uma banheira de hidromassagem, poupam um dinheirinho para um fim de semana de pequenos caprichos num hotel. Compra um bom óleo de massagem (sobretudo quando não somos especialistas um bom óleo ajuda - especial atenção para os comestiveis, ou melhor, lembíveis), uns massajadores para o efeito, mas atenção que é preciso ter cuidado com as massagens intensivas quando não se sabe muito bem o que é que se está a fazer. Simples brincadeiras como pintura corporal - também com tinta comestivel - é sempre bom, há que lembrar que depois de sujar alguém vai ter de limpar, portanto mudem logo de lençois e tenham atenção às paredes! :-) E por que não experimentar fantasias sado-maso, brincar com chicotes, algemas e dildos?

- Regra de ouro: Não se desleixar em NADA. Ser sempre bonitinha e sorridente, doce como nos primeiros tempos, ser gentil como quando andava a tentar cativar a sua atenção, tudo como no início. Não descurar a depilação ou a apresentação física só por achar que já não tem de impressioná-la. Tem. Sempre. Nada mais desagradável do que sentirmos que a pessoa já não se esforça para nos agradar como no início. Se isto acontece contigo, amiga, oferece-lhe um belo par de patins porque o par de cornos está completamente fora de moda!!!

Stress, cansaço, falta de motivação, problemas profissionais ou familiares;

- Nada de ir a correr para o professor Mustafah porque vai acomular mais dois problemas: o financeiro e o de debilitada saúde mental.

- quando a motivação ou a estima de uma pessoa está em baixo há que reunir todos os soldadinhos e combater arduamente contra esses inimigos perigosos. O diálogo, na tentativa de perceber o problema, é bom porque ajuda à reflexão conjunta e, como se sabe, o problema de um dos elementos significa, na verdade, um problema do casal. Além disso, os especialistas dizem que o sexo é o melhor anti-stress.

Desejo físico ou emocional por outra pessoa;

- as pessoas não escolhem por quem se sentem apaixonar mas escolhem a forma de lidar com isso e escolhem as atitudes que tomam perante essa situação porque são seres dotados de racionalidade. Não há formas simpáticas de se assumir isto à outra pessoa, mas há formas HONESTAS de fazê-lo. A ditadura da monogamia diz-nos que para nos autorizarmos a estar com uma pessoa temos de nos desapaixonar imediatamente da outra. A maior parte de nós sabe, ainda que não goste de admitir, que os nossos nobres corações podem, em determinados momentos, sentir-se divididos porque os sentimentos não são automáticos nem fáceis de catalogar. Erro sobre erro até descobrirmos que afinal não há uma única pessoa perfeita e que, sendo todas imperfeitas, temos a capacidade de aperfeiçoá-las com o nosso olhar que nelas projecta beleza. Se acredita que só há um único amor verdadeiro compreenda o ridículo da teoria: Se Romeu vivesse no outro canto da terra e nem soubesse da existência de uma Julieta, não teriam cada um deles se autorizado a amar mais ninguém?


- se o desejo físico ou emocional recai sobre outra pessoa é importante que haja abertura suficiente para contar isso ao cônjuge/companheira/amiga/amante/namorada, o que quiserem. Naturalmente, se o cônjuge for demasiado ciumento ou inseguro não vai tolerar bem a partilha dessa informação, daí que as pessoas prefiram não dizer nada e fazer as coisas pela calada. Nada melhor do que estar disposto a ouvir tudo, tanto as coisas boas como as más, pelo menos se algo correr mal somos os primeiros a saber! E nada melhor do que estar disposto a contar tudo, mesmo sabendo que essa informação pode ferir a pessoa é melhor dá-la, pois pior mesmo é a pessoa sentir-se enganada depois de feita a asneira!
Caso o cônjuge tenha inteligência suficiente para ouvir tal desabafo sem desatar aos gritos, ameaças ou chantagens psicológicas, há que tentar perceber qual o problema (se é que existe) que só depois de identificado poderá ser resolvido. Se o problema está em si mesmo ou no outro, se a atracção é meramente sexual, se esse factor é por si só suficiente para colocar a relação em causa, entre outros. Há que tentar agir sempre com a máxima diplomacia.

Considerar que já sabe tudo sobre sexo e não há qualquer novidade;

- se uma pessoa acha que já sabe tudo sobre sexo e que isso já não consiste numa grande novidade, então tem um grande problema: ou foi gulosa demais ou tem falta de criatividade. Para isto, creio não haver cura! Há um ditado marroquino que diz qualquer coisa como: "Se o teu mais que tudo é mel, não o lambas todo!" Isto é, guarda uma novidade para amanhã, a gula é um dos pecados capitais.

Discussões constantes ou falta de acordo em questões vitais para a relação;

- a falta de acordo entre o casal pode dar origem a essa Bed Death, como disse anteriormente, às vezes é preciso saber ceder em algumas coisas para se conseguirem outras. As discussões podem ter origem nas mais diversas áreas, daí que o diálogo diplomático seja essencial. Se considerarmos que a pessoa nos desagradou de alguma forma ou às vezes tem atitudes de que não gostamos, nada melhor do que alertá-la logo no início da relação e não deixar isso arrastar-se ao longo dos tempos. Se a pessoa deixa a roupa espalhada pela casa, gasta imenso ao telefone, não é asseada, vasculha as nossas coisas (se faz isto é porque não tem confiança no outro e isto gera instabilidade), ou nunca cozinha para nós é lógico que isso torna a relação frágil, daí a importância de respeitar a convivência e esforçar-se ao máximo para assegurar o bom entendimento. O desrespeito pelo outro é motivo suficiente para que as pessoas não procurem a outra sexualmente e isso deve ser combatido. Portanto um bom banhinho, uma casa arrumada, o respeito pelo espaço do outro, uma atençãozinha especial, são vitais para manter o sexo em ordem.

Para que tudo isto resulte há sempre dois factores exteriores a nós que são deveras importantes: dinheiro (sem isso não podes levá-la a jantar, por exemplo), e tempo, uma pessoa com dois empregos terá problemas em conseguir dedicar-se como gostaria à relação.

Aqui de presente, especialmente para as visitantes góticas, uma belíssima música com um vídeo deveras polémico do grupo Lesbian Bed Death



Desejos de uma óptima Living Bed

x-pressiongirl ;-)

P.S. - Gostaria de sugerir duas visitas:
1. Sobre a durabilidade dos relacionamentos e a sua explicação fisiológica, o blogue Azinhaga da Cidade. A este propósito um delicioso ensaio de Denis Rougemont que, noutro momento, gostaria de divulgar: "O amor e o Ocidente" sobre a forma como encaramos as relações no Ocidente, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, D. Pedro e Inês de Castro, todos parecem amores perfeitos porque morreram antes de se fartarem uns dos outros. Para tornar a coisa mais bonita ainda, tendem a morrer ao mesmo tempo. :-)
2. Sobre a decadência do "amor romântico", o blogue Cuscas das Gajas.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Dias de cinema

Hoje às 23h, a festa começa no Bairro Alto, na rua da Atalaia nº97. O bar Chueca irá receber a apresentação oficial da 12ª edição do festival de cinema queer de Lisboa (outrora denominado Festival de cinema gay e lésbico de Lisboa).
Agendas à mão: o festival decorre de 19 a 27 de Setembro.
A organização apela à participação de voluntários para o evento por isso, se vos parecer bem, este e-mail ser-vos-á útil: queerlisboa@gmail.com .
Haverá três secções competitivas: Prémios de Longa-Metragem (melhor filme, melhor actor e melhor actriz), Documentário e Curta-Metragem (prémio do público). Roam-se de inveja se se esqueceram de submeter os vossos filmes. O sembikini já tinha avisado para o fazerem atempadamente.
Haverá debates e festas imperdíveis. As festas irão decorrer em espaços tão diversos como o Chueca Bar, discoteca Maria Lisboa, Teatro Ibérico, Max Bar e Purex.
É pena o Grémio Lisbonense não estar mais no roteiro das festas do queer festival. A festa de encerramento do ano passado teve muito boa música.
Como sabem o edifício do Grémio é cobiçado pelos vampiros das imobiliárias e quem ousa contestar é premiado com estes famosos quebra-cabeças policiais.


Toda a informação sobre o festival aqui.

Condessa X

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nova enquete: O sexo tem de ser...


Somos das primeiras gerações de mulheres portuguesas que falam de sexo descomplexadamente (bem, nem todas) e que se autorizam a desfrutar do seu prazer, também, de forma descomplexada, seja com alguém do mesmo sexo ou de sexo diferente.




Sei que muitas vezes a nossa forma de encarar o sexo varia com a idade, com o tipo de pessoas com que nos cruzamos e com o tipo de coisas que procuramos em determinado momento.


É com tristeza que observo em grande parte dos casais que conheço uma certa "morte de cama", em linguagem lésbica "Lesbian Bedroom Death", à medida que a relação se estende no tempo. Desleixo? Saturação? Falta de novidade? Cansaço? Rotina? Incapacidade de renovar a loucura inicial?


Deixarei a reflexão sobre Bedroom Death para um post mais cuidado. O que pretendo avaliar com esta nova enquete é a forma de encarar o sexo e que sensações consideram imprescindíveis na comunicação dos corpos.
Obviamente, esta votação é de escolha múltipla!

Besitos,

x-pressiongirl


P.S. - Gostaram das imagens não gostaram? Os desenhos são de Victoria Chernova. Vale a pena a visita à sua galeria virtual! ;-)

Resultados da enquete "Ejaculação feminina"

Parece que há mais meninas prendadas do que eu imaginava. Talvez sejam as visitantes do sembikini... eu não disse que rezava por vocês?

Duas raparigas disseram que tinham e não gostavam e uma que nem gostaria de ter. Penso que sei porquê. Se em muitas situações é divertido noutras pode ser constrangedor. Não me alongarei muito na minha exposição porque há uma estudiosa que escreverá melhor sobre isto. Seja breve, darling, que eu e as visitantes do sembikini tornamo-nos impacientes!






x-pressiongirl

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

5ªf, dia 4 - Noite L - Trumps

Para compensar a falta de espuma neste Verão, a discoteca Trumps decidiu redimir-se apostando numa Lesbian Party.



As portas abrem às 23:45, amanhã, quinta-feira, a todas as party girls. Não há dress code e não será cobrada entrada. Será oferecido pink champagne às miúdas que se atreverem a sair de casa directamente para esta sala exclusivamente reservada às girls. A música estará a cargo da DJ Pac Woman que já animou noites antigas no Trumps, e esteve recentemente no club Souk. No dia seguinte irá pôr música na festa Retro Futurism, no CC Imaviz, em Picoas. Os seus mixes são muito originais por isso vale a pena escutar os sets que ela disponibiliaza no "herspace".
Haverá também um espaço reservado aos boys.



Para eles haverá um dress code opcional: Drag.


Have fun!

x-pressiongirl

Namorada da amiga - 12 lésbicas em acção

As amigas voltaram com mais uma dúvida. Por enquanto ainda não se conhecem umas às outras porque ainda não descobriram que o mundo é pequeno. Vieram ter comigo e disseram-me:

“Acho a namorada da minha amiga um espanto. E não é que a gaja de vez em quando me dá umas dicas? Ontem enviou-me uma mensagem comprometedora e eu não sei muito bem o que responder.”

Vítima – Pois que venha ter comigo que eu preciso de muito mimo. A minha amiga um dia há-de perceber que as gajas são todas umas cabras, mas também não sou eu que lhe vou dar essa desilusão porque da minha boca não há-de saber nada.

Machona – Que venha a gaja! A minha amiga não sabe como controlar as gajas dela e não sou eu que lhe vou ensinar.

Tímida – Um bocado cabra, esta gaja. Nem sei se deva contar isto à minha amiga.

Sonsa – Vou dizer-lhe que também gosto muito dela, que sinto que estou a amá-la mas que tenho de reprimir o meu amor por respeito à minha amiga. As coisas quando têm um sabor proibido tornam-se mais apetecíveis ainda. Há-de ficar doidinha por mim!

Brincalhona – Tens 5 minutos para te pores aqui ou eu conto tudo à minha amiga! Já se passaram os 5 minutos. Acabas de perder a tua namorada.

Simpática – Tadinha, deve estar a passar uma fase difícil. Vou tentar ser amiga dela também.

Desportista – Eu sabia que os meus músculos iam impressioná-la. Yes!

Intelectual – A minha amiga não merece este monstro. Vou já contar-lhe sobre a bela peça que tem em casa, mas primeiro vou acabar de ler este capítulo.

Obsessiva – Sim, sim, podemos encontrar-nos. Vou passar aí agora na casa da minha amiga para te ir buscar, que eu sei que a estas horas ela está na Faculdade.

Artística – Vou encontrar-me com a gaja, mas vou filmar tudo sem ela saber. Depois ponho o vídeo no youtube para toda a gente saber a cabra que ela é.

Púdica – Eu sei que uma boa amiga não faz uma coisa destas, eu nunca o fiz, mas a minha amiga também já se portou mal comigo e merece uma lição, é por isso que estou de consciência tranquila.

Diva - Eu não tenho os números de telefone das namoradas das minhas amigas, a não ser que sejamos, de facto, muito próximas. Se for esse o caso incentivo a sujeitinha a contar à minha amiga o que se anda a passar pois se ela não o fizer serei eu a fazê-lo. Por muito que custe, as namoradas e as curtes das amigas são “cartas fora do baralho”, não se joga com elas. Há milhões de raparigas no mundo e poucas amigas verdadeiras.

x-pressiongirl

P.S. - Ainda não conhecem bem as amigas? Façam-lhes uma visita, elas moram aqui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Da Literatura

Sempre como n’Areia é o nome do primeiro livro de Patrícia Cruz.

Confesso não ter lido este livro ainda. Gostaria apenas de divulgá-lo e de aproveitar a boleia para reflectir sobre a literatura e outras formas de expressão artística de temática lésbica.
Normalmente os livros de uma prateleira podem estar agrupados por temática, por género literário ou por autor. Isto nas livrarias porque já vi casas com prateleiras agrupando livros pela sua dimensão (assim em escadinha) ou pelas cores das lombadas.

Secção Gay & Lesbian na Fnac

É curioso notar que a Fnac do Chiado era a única Fnac em Portugal que tinha uma secção Gay & Lesbian. A Fnac do Chiado sabe que o “bichiedo” saltita muito por aquelas bandas, daí a inteligência de criar um espaço com essa designação. Esse espaço de vez em quando desaparece. Agora os livros que anteriormente se encontravam nessa secção Gay & Lesbian poderão ser encontados na secção Erótica. Porquê? Quando falamos de homossexualidade (poderiamos falar de homo-erotismo, seria apenas uma questão de nomenclatura) estamos a falar de sexualidade, e num sentido mais restrito, de sexo, tout court. E esse sexo pode ser apenas desejo sexual ou a materialização, em carne, desse mesmo desejo. Sexo e erotismo unidos levaram os livros a viajar para a prateleira Erótica. Não sei se será um erro, mas compreendo o raciocínio de quem tomou tal decisão. Na verdade ainda não há decisão definitiva sobre a designação para aqueles livros. Um livro pode ser de temática LGBT sem que seja propriamente erótico e há milhões de livros eróticos que não abordam a temática LGBT. Descobri que os funcionários da Fnac têm ordem para alternar entre uma etiqueta e a outra. A resposta foi simples: É, de facto, a única prateleira com esta particularidade porque os livros eróticos estão misturados com os de temática LGBT por serem ambos em escassa quantidade. Como não há espaço para se colocar duas plaquinhas informativas nessa prateleira, optaram por alterná-las de vez em quando.
Vejamos, é importante agrupar os livros por categorias, criar labels, para que as pessoas saibam melhor encontrar aquilo que procuram. Toda a nossa vida fazemos isso, etiquetamos lugares, ideias, e, verdade seja dita, pessoas. Nem sempre a catalogação é justa porque normalmente a catalogação pede apenas um critério que muitas vezes é difícil de definir, precisamente, porque há muitas categorias e sub-categorias.


A escassez


Foquemo-nos num livro de temática lésbica. Ele pode ser uma simples obra de ficção, um diário, um ensaio, uma compilação de contos, uma compilação de entrevistas, uma biografia, um kamasutra… Ainda é fácil arrumar estes livros nas prateleiras de uma Fnac qualquer porque a quantidade ainda permanece pouca.
É precisamente por este motivo que temos tendência para gostar de qualquer coisa que venha com o label “temática lésbica”. Se um filme relata a história de duas protagonistas lésbicas, ele é uma maravilha. Se um livro fala de lésbicas, então ele é muito bom. Falta-nos mais oferta para podermos filtrar aquilo que nos vai chegando, isto é, separar o trigo do joio. Sinto-me tentada a denunciar maus livros e maus filmes, mas terei o bom senso de não o fazer através da escrita porque a x-pression disse que as Divas não fazem essas coisas.
É, de facto, imprudente avaliar a temática, o autor, ou o género sem se avaliar a qualidade. Não há literatura lgbt da mesma forma que não há literatura negra, ou literatura light. Há apenas “Literatura” e “não literatura” independentemente da temática, do autor ou do género.
Nem tudo o que é lésbico é bom. Não temos de gostar de um bar só porque ele é “lésbico”, de um livro, de um filme, do L Word, de uma cantora, de uma actriz ou de uma rapariga só por ela ser lésbica. E é sempre este o meu receio quando surge um filme, um bar, um livro, uma festa lésbica (produto que tem pouco mais de dois anos - lançado no mercado com a extinta Festa da Mulher Aranha e agora com a Lesboa a comemorar dois anos de existência), ou quando uma actriz ou cantora se assume. As coisas podem ficar piores quando se assumem como heterossexuais porque nós, lésbicas, temos tendência para penalizar tamanha ousadia. Assumir-se como heterosseuxal depois de dizer que era lésbica?
Lembram-se das Tatu antes tão amadas pelas lésbicas e agora tão esquecidas porque afinal parece que o seu lesbianismo era apenas fruto de uma estratégia de marketing?



"Ya soshla s uma" significará qualquer coisa como "eu enlouqueci por causa dela" e não "all the things she said".
Um amigo russo apresentou-me às suas músicas (cantadas em russo, que era muito mais giro) muito antes de chegarem a Portugal atreladas à língua inglesa. Pouco me importa com quem dormem as miúdas, continuo a gostar das suas músicas meio pirosas, sofridas e dramáticas de amores proibidos e impossiveis. Mas na música temos mais variedade do que na literatura.



O drama


Não me recordo de ler um único livro de temática lésbica que tivesse uma história apaziguadora, um enredo que não tivesse excessivo sabor a drama. Penso que se tivesse de agrupar todos os livros lésbicos que conheço em prateleiras, a secção de narrativas deprimentes teria de roubar espaço a todas as outras. Observa-se todo esse drama nos guiões de teatro e de cinema e até na generalidade dos blogues de temática lésbica. Há um défice de escrita positiva e isto não ocorre somente nos livros de temática lésbica, isto é global.
Pensemos nos filmes de temática lésbica. Quantos deles são depressivos e quantos não são? Quantos deles têm um final feliz e quantos acabam mal? Quantos encaram o sexo de forma natural e descomplexada e quantos o encaram como uma expressão tristonha de um amor sofrido? Por que é que os grandes amores têm de nos parecer sempre sofridos? Não podem ser alegres e descomplexados e ainda assim serem grandes amores? Teremos nós vidas assim tão penosas que até a fazer sexo somos descritas de forma triste?
É o drama que me faz estalar o verniz. O excesso de drama. Somos um povo fadisticamente dramático, nunca estamos contentes com nada e, subitamente, contentamo-nos com pouco. É este olhar de dentro que uma lésbica reflecte na sua obra que me interessa aqui. Como nos vemos? Como nos descrevemos? E como gostaríamos de nos ver? Como gostaríamos de nos descrever? É isso que estou ansiosa por descobrir neste livro de Patricia Cruz, porque é raro sair um livro de temática lésbica escrito com o olhar de uma portuguesa. Escrevam bikinis se já o leram!
Já aqui bikinei sobre Lisa Gornick (entre nós no Festival Queer do ano passado) que penso ser um exemplo muito sóbrio de que se pode fazer um bom filme lésbico sem se cair na flagrante armadilha da vitimização.
As lésbicas são um povo dramático, não são? Não sejamos que isso faz mal à pele, cria rugas e envelhece-nos por dentro.

Condessa X

domingo, 31 de agosto de 2008

Demos um Salto Alto

Com os pés bem aperaltados percorremos a Rua da Rosa até ao número 159.

(Esta imagem foi descaradamente surripiada deste blog que, por sua vez, roubou deste)

Este espaço já teve vários nomes. Foi Salto Alto, Keops, depois Liquid e agora recuperou o Salto que havia perdido.
Fomos gentilmente recebidas pelo comité de recepção, composto por quatro mocinhas que falavam animadamente à porta.
Ao entrarmos no local parece que entramos no Maria Lisboa, não só pela decoração, mas pela música e pela frequência, já que toda a gente se conhece sem se conhecer.


Aberto no dia 13 de Agosto, este é o mais novo bar de frequência maioritariamente lésbica, juntando-se ao pequeno leque de bares vocacionados para este público específico, tais como o bar Chueca, Primas e Purex. Esquecemo-nos de algum? Bikinem por favor!


KaiMiaMera & x-pressiongirl

P.S. - mosca sugeriu que se adicionasse o bar "Lábios de vinho";
ar, sugeriu que se adicionasse "memorial" e "agito"

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O divórcio ou Até que a morte nos separe

Li, na imprensa e um pouco por toda a blogosfera, que o Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR contabilizou só este ano, contas feitas até Agosto, 31 mulheres assassinadas pelo cônjuge/namorado ou ex-cônjuge/ex-namorado.
Além disto, segundo dados do DN, foram contabilizadas 35 tentativas de homicídio relacionadas com violência doméstica.
Os números parecem pequenos porque Portugal é um país pequeno. Geográfica, mental e políticamente pequeno. O nosso Pequeno presidente vetou, na passada semana, o diploma que pretendia alterar o Regime Jurídico do Divórcio (recentemente reciclado pelo PS a partir da ideia original do Bloco de Esquerda). Cavaco afirma ter vetado o diploma por este "conduzir a uma indesejável desprotecção do cônjuge ou ex-cônjuge que se encontre numa situação mais fraca - geralmente a mulher - bem como, indirectmente, os filhos menores". E disse mais ainda, "numa situação de violência doméstica, em que o marido agride a mulher ao longo dos anos - uma realidade que não é rara em Portugal -, é possível aquele obter o divórcio independentemente da vontade da vítima de maus tratos".
Tentando simplificar: Em Portugal há, legalmente, dois tipos de divórcio, aquele que é obtido por mútuo acordo e aquele que é litigioso (normalmente o que traz mais dinheiro aos tribunais). Ou seja, ou o acordo é mútuo ou terão de fazer a vida negra um ao outro até que algum desapareça.



Não existe em Portugal, como existe em Espanha ou na Suécia, o divórcio unilateral, em que um dos cônjuges decida romper o vínculo sem ter de alegar nada contra o outro. O que o projecto de lei original (do BE) defendia era que se deixasse de ter de averiguar culpas, ajudar a apaziguar todo um processo que poderia ser menos penoso para todas as partes. Lê-se no arrastão: "A actual lei aplica ao casamento a lógica de qualquer contrato, mas acrescenta-lhe obrigações morais que nada têm a ver com o património (como o da fidelidade). Ou seja, aplica a sentimentos a lógica das obrigações contratuais. Das duas uma: ou ao casamento exige-se apenas obrigações patrimoniais e financeiras ou se reconhece a sua natureza excepcional entre os contratos legais. E se assim é, aceita-se que o fim do amor, do afecto ou até do respeito são razões mais do que suficientes para pôr fim ao casamento sem que nenhuma das partes tenha de ser considerada culpada. Ou seja, aceita-se o que todos nós sabemos: que nenhum casamento pode sobreviver contra a vontade de uma das partes".
Não me confunde nada que haja divórcios decididos unilateralmente, o que me confunde é que se possa conceber que existam casamentos baseados numa vontade unilateral. Alguém que se lembre disto, por favor:



Quanto às vítimas de violência doméstica, urge entender que antes de serem vítimas de violência doméstica são vítimas de muitas outras coisas: vítimas de um casamento falhado, vítimas de um namorado obsessivo, vítimas de uma família pouco hospitaleira, vítimas de pobreza, vítimas de uma sociedade desigual e individualista, vítimas de leis que não as protegem. É sempre bom relembrar que, há cerca de três meses, Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados dissera não fazer sentido a violência doméstica ser considerada como crime público porque "Este modelo inviabiliza a desistência do processo ainda que a vítima assim o pretenda". Lá está a preocupação com a vítima... a preocupação em ajudar a vítima, não a proteger-se mas, a desistir de uma queixa.
Foi esta a preocupação que Cavaco transmitiu na passada semana ao mostrar-se tão solidariamente empenhado em manter casamentos unilaterais, apenas para se proteger o lado mais desprotegido, segundo ele, as mulheres.
Sentimo-nos mais protegidas não nos sentimos?

Condessa X

Nova enquete: Ejaculação feminina

Admirada com a votação? Não me diga que não sabia... nós também temos ejaculação! Ok, não fiquem muito animadas com a notícia porque ao que parece isto não é para todas. Há raparigas que nunca chegam a ter (ou pelo menos a reconhecê-la como ejaculação feminina), há raparigas que têm esporadicamente e há outras que deixaram de ter. Em breve será bikinado um post decente sobre isto.
Vamos deixar de ser totós e votar, está bem?

x-pressiongirl

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Resultados da enquete: Já usaste um Femidom?

Não ando muito satisfeita com as votações... nota-se mesmo que Portugal é um país de abstencionistas. Que raio de amostra poderemos ter apenas com 18 votos? Vamos lá, é só uma cruz e não, eu não envio choques eléctricos a quem não votar, mas rezo por vocês... e quando eu rezo as coisas acontecem.
Parte das votantes não sabia da existência destes preservativos e as que sabiam desconheciam onde poderiam adquiri-los. 22% das votantes (ou seja, 4 pessoas, é ridícula esta amostra) não pratica sexo seguro porque considera estar numa relação estável. Supõe-se então que quando a relação ainda não era "estável" os usassem. Ninguém afirmou usá-los regularmente. Percebe-se o porquê.
As opções eram: Já experimentei mas não gostei; Já experimentei mas são difíceis de adquirir; Já experimentei mas são muito caros; Sim, mas agora não uso porque estou numa relação estável; Sim e uso regularmente mesmo estando numa relação estável; Sim e uso sempre em relações sexuais esporádicas; Sim, mas achei inviável; Sim, mas entre raparigas não faz muito sentido; Não porque estou numa relação estável; Não porque não sei onde adquirir; Não porque são muito caros; Não porque não me parece viável; Não porque entre duas raparigas não faz sentido; Uau! Existem preservativos femininos?



Durante um animado serão sobre preservativos femininos um amigo ajudou-me a encontrar o prazo de validade do preservativo feminino. Estava mesmo muito escondido o prazo, mas eu digo-vos onde está: na parte lateral do plástico que envolve o Femidom. Foi muito difícil abrir esse plástico, tivemos de ir buscar uma faca. Por isso tenham cuidado para não assustar a rapariga que estiver convosco na altura de abrir o Femidom.

Onde ir buscar o Femidoms e Oral Dams?
Na Ilga. Consta que têm quilos de Femidoms e Oral Dams gratuitos para todas.

O Femidom protege em que aspecto?

O Femidom é usado como alternativa ao preservativo masculino. Ou seja, é um preservativo interior que protege na penetração.

Posso usá-lo nos meus dildos?
Não, darling, o Femidom é para ser introduzido dentro de si e não no objecto. Se quiser envolver os seus brinquedos creio que será mais prático o preservativo masculino.

Então e para cunnilingus e anilingus?
Já diversas associações sugeriram que se opte por cortar um preservativo masculino ao meio e aplicar um dos quadradinhos na vagina da rapariga em questão. Outra opção é usar película Glad. Há também uma coisa a que se dá o nome de dental dams ou oral dams que podem ser encomendados através da internet.

Onde posso encontrar oral dams/dental dams?
Além da Ilga tê-los para distribuição gratuita, várias sex shops portuguesas disponibilizam-nos online, mas são muito caros. Antidote teve a gentileza de partilhar um site alemão que vende dental dams com sabor a morango ou baunilha por €0,99 cada unidade. Se encomendarem 30 unidades os portes de envio não serão cobrados. Obrigada pela partilha, antidote! Se não souberem alemão não se preocupem que há muitas amigas alemãs a passar férias por cá e que terão todo o gosto em traduzir-vos isso.

E relativamente ao contacto entre genitais?
Esta foi uma questão interessante que surgiu no fórum da rede ex-aequo. De facto, parece-me ser dos aspectos menos abordados apesar de ter a ideia de que será uma fonte de riscos no que toca a doenças infecciosas. De facto não tenho resposta para isto, se alguém tiver que as bikine, por gentileza.


x-pressiongirl

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Trocar contactos - 12 lésbicas em acção

As amigas* estão em apuros. Não frequentaram o Curso de Boas Normas e Ética Lésbica e agora não sabem muito bem como sair desta situação, de forma airosa:

“Caí na asneira de dar o meu número de telefone à rapariga que conheci ontem e ela agora não me larga. O que faço?”

Vítima – Aproveito para desabafar com ela, estava mesmo a precisar de falar com alguém.
Machona – Asneira? Qual asneira? Deixa lá a miúda continuar a ligar que eu ainda lhe mostro o meu “strap-on” novo.
Tímida – Pois, se calhar não foi mesmo boa ideia ter-lhe dado o número, mas também tive vergonha de dizer que não. Vou fingir que estou sem saldo e não lhe vou responder.
Sonsa – Ai, a gaja não se toca. Já lhe disse que sim, que gostaria de vê-la só para ela ficar contente, mas à última da hora desmarco ou então finjo que fiquei sem saldo. Há-de se fartar.
Brincalhona – Desculpe, mas acho que se deve ter enganado no número.
Simpática – Vou tomar um café com ela só para mostrar que sou fixe.
Desportista – Vou levar os meus óculos da Arnette e os meus ténis mais novos da Adidas, ah e aquele top que realça os músculos dos braços.
Intelectual – Credo, a mulher não tem conversa nenhuma. Onde é que eu estava com a cabeça quando lhe dei o número?
Obsessiva – Sim, sim, vamos tomar café. Ontem até estive a ver uns aí ao pé da tua casa. Vê lá não me deixes pendurada!
Artística – Talvez lhe possa mostrar alguns dos poemas que escrevi para a minha ex.
Púdica – Mas será que ela me quer levar para a cama? Acho perigoso encontrar-me com estranhos. Só falei com ela ontem durante meia hora.
Diva - Eu não lhe dei o meu número. A rapariga meteu conversa comigo numa discoteca, mas não fazia o meu tipo. Não gosto que as pessoas percam tempo comigo quando eu não estou interessada. Disse-lhe que fora um prazer conhecê-la (ok, é mentira, mas foi só para ser delicada, ok?), pedi-lhe que não me levasse a mal e disse-lhe que tinha clara preferência por raparigas mais novas que ela. Abri-lhe um sorriso sincero e desejei-lhe boa sorte.

x-pressiongirl

* Amigas no dicionário sembikini ganhou o siginificado de "lésbicas". Vá, perguntem: "Podemos então dizer que todas elas são amigas?"
Para eu responder: "Elas não são amigas umas das outras porque ainda nem sequer se conhecem. No entanto, podemos dizer que elas são "amigas", nesse novo sentido da palavra que eu inventei quando estava a tirar o curso de lésbica.


P.S. - Quem ainda não conhece as amigas poderá conhecê-las aqui.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Femicondom sempre consigo

Uma amiga disse-me que tem sonhado que Femicondoms gigantes a perseguem para todo o lado. Só consegue acordar quando um dos Femicondoms a apanha e começa a sufocá-la.

Vamos desmistificar o Femicondom que ainda por cima vem envolvido num panfleto informativo deveras apelativo, assim numa espécie de carteira de ganga que depois de aberta nos revela as Instruções de uso (ex: usar o dedo indicador para empurrar o anel do Femicondom... porquê o indicador se temos outro mais comprido?) e os Conselhos de Utilização.
Intrigam-me três desses conselhos de utilizaçao:
- Verificar sempre a data da embalagem;
Juro que andei às voltas a tentar encontrar alguma data e não encontro nada. Acho que vou, simplesmente, guardar o Femicondom de recordação.
- O preservativo feminino pode ser inserido até oito horas antes do coito;
Convém ter mais do que um Femidom à mão porque as brincadeirinhas podem durar bem mais de oito horas.
- Não utilizar um preservativo feminino ao mesmo tempo que um masculino.
Obviously, darling. A woman needs a man like a fish needs a bycicle.


Não tenham pesadelos com Femicondoms, está bem? Vá, sonhos femininos.

x-pressiongirl

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

I Beach party gay em Lisboa

Chama-se Sparkling Party e, segundo a organização, é a melhor beach party gay de Lisboa. Não é difícil ser a melhor porque, de facto, é a primeira.


A grande beach party vai acontecer no dia 13 de Setembro, às 22:30h na Praia da Bela Vista (praia 17,5 não é?) e ela será bela com certeza porque nessa altura Lisboa estará ainda muito povoada de turistas.
E porque o house é a nossa casa, o preço incluí todas as bebidas que quiserem e dá direito a mergulho ao som dos preciosos mixes de DJ Andy H e DJ Hugo Santana.
A organização desenvolveu parcerias com hóteis e rent-a-cars para quem não é de Lisboa mas, como vocês sabem, não há nada melhor do que interagir com os locais e, se possivel, ficar em suas casas.
Não tens como chegar à praia da Bela Vista ou não queres levar o carro? Não há problema. A organização vai disponibilizar uma Priscilla destas



de meia em meia hora, a partir do Marquês de Pombal.
Agora a má notícia: €40 euros é abusivo e eu estou a ver que vou ter de partir o meu porquinho porque a Condessa ainda está a curtir a depressão pós-férias e já fez saber que não vai oferecer entradas a ninguém. Porca!

x-pressiongirl

P.S. - Havia necessidade de se fazer um flyer só em Inglês e Espanhol? Será que a organização faz uma pequena ideia de quanto custa uma tradutora gira?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Já usaste um preservativo feminino (Femidom)? - Enquete

Voltei a encontrar este fim-de-semana um daqueles rapazes simpáticos que costumam andar pelo Bairro Alto a distribuir preservativos. A Associação (não é a Brigada do Preservativo nem a Abraço... como eu gostaria de me lembrar do nome da Associação) distribui também uns informativos discos de papel sobre o consumo de drogas. Falámos sobre sexo seguro entre lésbicas e ele teve a gentileza de me presentear com dois Femidom prêt-a-utiliser. A palavra Femidom nasce do enlace entre FEMInin conDOM que é, como quem diz, um preservativo interior.
Fiquei a saber que a Ilga também tem um grande stock destes preservativos à nossa espera, mas estranhamente não vejo nada publicado no site deles. O sembikini vai organizar um rally até à Ilga afim de irmos buscar aquilo que têm para nós. Não mais usaremos preservativos standard cortados ao meio (querida, espera um pouco que tenho de procurar a tesoura) nem película Glad, sim dessa mesmo que foi feita originalmente para conservar os alimentos. Nham nham.
Já aqui tinha bikinado as inconclusões sobre sexo (in)seguro entre raparigas. No fórum da rede ex-aequo apercebi-me que as raparigas que afirmavam fazer sexo seguro apenas o faziam com rapazes e que a maioria afirmava nunca ter feito sexo seguro com a namorada porque estava numa relação estável. Será que a relação é estável logo na primeira noite de sexo? E uma relação estável não pode vir a destabilizar-se? Ai, eu sou horrível com estes pensamentos não sou? ;-)
Esta é a nova enquete do sembikini. As hipóteses são reduzidas e pouco abrangentes porque esta porcaria do blogspot não permite grandes devaneios. Quem quiser participar na grande votação deve fazê-lo no tópico colocado no fórum da rede ex-aequo.

x-pressiongirl

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Resultados enquete: como defines a tua relação actual

Eis os resultados da enquente sembikini. Ganharam as solteiríssimas. O que vale é que dá para mudar de voto à última da hora. Fiquei contente por saber que nenhuma das votantes mantinha qualquer outra relação, de forma secreta. ;-)
As opções eram:
Não estou envolvid@ com ninguém; Estou envolvid@ sexualmente com uma pessoa; Estou envolvid@ afectivamente com uma pessoa; Namoro com uma pessoa; Sou casad@ com uma pessoa; Secretamente mantenho várias relações ao mesmo tempo; Estou envolvid@ sexualmente com mais de uma pessoa e não o escondo; Estou envolvid@ afectivamente com mais de uma pessoa e não o escondo; Namoro com mais de uma pessoa e não o escondo; Mantenho uma relação aberta.




x-pressiongirl

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Vou apresentar-vos 12 lésbicas

Se andam no mundo real conhecem-nas bem. Algumas aparecem em maior quantidade, outras são mais raras de encontrar. Vou apresentar-vos 12 lésbicas que não têm nome, apenas adjectivação. A caricatura existe apenas porque as personagens também existem. Toda a sátira tem a pretensão de provocar uma reacção interior que desejavelmente deverá conduzir a algum tipo de mudança, no entanto, a mudança que considero desejável para as lésbicas considero-a necessária para os gays e para os heterossexuais.

Focar-me-ei na atitude delas:

Vítima – está sempre a lamentar-se que já sofreu muito. Adora associar a palavra amor a sofrimento. Toda a gente já lhe fez coisas tenebrosas mas, nem sempre esta miúda se lembra que também ela o faz.
Tem a mania – que nunca ninguém sofreu como ela;
Gosta – de raparigas complicadas e sofridas porque adora comparar as misérias e as feridas dos outros com as suas;
Não gosta – que não prestem atenção às suas infelicidades;
Acha – que o mundo é mau e as lésbicas são piores ainda;
Sexo – deve ser muito carinhoso, porque a vida já é demasiado bruta;
Assusta-se – quando alguém tem uma história similar à sua;
Recorre – à chantagem psicológica. Só raras vezes usa armas brancas;
Vai – fazer com que te sintas culpada por tudo o que de mau lhe acontece.

Machona – Pensa que é um cavalheiro. Adora abrir a porta às “damas”, oferecer bebidas e coçar os seus “tomates” imaginários. Quando tem namorada anda sempre a controlá-la e o único sítio onde é capaz de deixá-la sozinha é em casa, longe de qualquer olhar de cobiça.
Tem a mania – que tem um pénis entre as pernas;
Gosta – que as damas a vejam como um verdadeiro gentleman e nos tempos livres gosta de cuspir para o ar e ver se não lhe cai em cima;
Não gosta – que lhe toquem no corpo;
Acha – que qualquer gaja serve, desde que tenha mamas;
Sexo – Desde que seja ela a penetrar a namorada com o dildo;
Assusta-se – quando vê uma machona mais machona que ela;
Recorre – à fragilidade emocional que as suas vítimas demonstrem ter, afim de melhor poder dominá-las;
Vai – transformar-se num macho pior que um verdadeiro homem.

Tímida – diz que só procura amizade, porque tem vergonha de admitir que gosta mesmo é de uma boa f***.
Tem a mania – que têm de ser sempre as outras a tomar qualquer tipo de iniciativa;
Gosta – de ser paparicada;
Não gosta – que pensem que ela não é uma menina certinha;
Acha – que a timidez é um trunfo;
Sexo – Pouco explícito e em silêncio;
Assusta-se – quando uma rapariga é demasiado frontal com ela;
Recorre – ao papel de ingénua para justificar a sua inacção;
Vai – esperar que sejas sempre tu a fazer tudo: a iniciar, a alimentar, e a destruir o vosso relacionamento.

Sonsa – diz que não costuma engatar, mas mesmo quando tem namorada está sempre a “galar” as outras.
Tem a mania – de “dar corda” a toda a gente, mesmo àquelas que não lhe interessam para mais nada senão para encher o seu débil ego;
Gosta – de ser atormentada pelas “stalkers” (que ela própria incentivou) e mostrar às amigas as mensagens que recebe destas miúdas desesperadas para a encontrar;
Não gosta – que lhe dêem desprezo;
Acha – que ser simpática é fingir que se gosta de toda a gente;
Sexo – só se ela não contar nada a ninguém, muito menos à minha namorada;
Assusta-se – quando alguém descobre que ela é das que gostam de ter a “côrte toda atrás”;
Recorre – ao papel de ingénua para justificar a sua insensatez;
Vai – esperar que alguém lhe dê um par de estalos para ver se cresce.

Brincalhona – Aparentemente está sempre bem disposta, é naturalmente gozona e gosta de misturar-se com pessoas mais sérias que ela para poder brilhar à vontade.
Tem a mania – que está num filme de comédia;
Gosta – de ser o bobo da côrte;
Não gosta – quando alguém já conhece de avanço a piada que ela vai contar;
Acha – que as pessoas que não gostam do seu excessivo sentido de humor não merecem viver;
Sexo – com a televisão sintonizada na BritCom;
Assusta-se – quando ninguém se ri de uma piada sua;
Recorre – às mais incríveis patetices para despertar a tua atenção;
Vai – amarrar-te a uma cama e tocar-te com uma pena assim que esgotar o seu repertório de piadas.

Simpática – Mostra-se sempre muito gentil e prestável em qualquer circunstância (sobretudo antes de ires para a cama com ela), mas atenção aos segundos interesses desta menina. A partir do momento em que fores excluída da sua “pink list” a simpatia artificial dela será posta a descoberto.
Tem a mania – de dizer que as pessoas têm tendência para se aproveitar da sua bondade;
Gosta – que recorram a ela, sobretudo para contar os dramas (normalmente faz bom par com a lésbica Vítima);
Não gosta – quando alguém se está nas tintas para o seu voluntarismo;
Acha – que tudo se conquista com um sorriso. Mesmo que ele seja amarelo;
Sexo – só por caridade;
Assusta-se – quando a X recorreu à Y para lhe pedir um conselho e não a ela;
Recorre – às mini-saias e aos decotes excessivos, se achar que o seu sorriso já teve melhores dias;
Vai – estender-se aos teus pés até que ela mesma consiga pisar-te.

Desportista – Dá extremo valor ao físico mas normalmente diz que só gosta das pessoas pelo seu interior. Passa horas no ginásio só para fabricar um músculo que acha que vai ficar bem com aquele top. Faz-se fotografar com pranchas de surf e skate para dar um ar de verdadeira desportista.
Tem a mania – que tem uma mente sã;
Gosta – que pensem que o corpo dela é assim naturalmente e sem esforço nenhum;
Não gosta – quando alguém lhe diz que está mais gorda (ok, acho que desta ninguém gosta);
Acha – que só fica bem de ténis;
Sexo – só se ela não se importar com o cheiro a suor;
Assusta-se – quando conhece uma verdadeira amante de desporto que detesta ginásios;
Recorre – aos insultos e às criticas ao teu corpo só para que te sintas inferior a ela;
Vai – comprar uma prancha de surf só para te atacar, se disseres que a vossa relação não vai bem.

Intelectual – Está sempre a citar autores consagrados e a referir livros que mais ninguém leu. Dá muito valor a uma boa conversa antes, durante e depois do sexo. Um dos seus maiores defeitos é falar demais e ouvir de menos, isto porque normalmente só está calada quando está a ler (algumas até lêem em voz alta).
Tem a mania – que sabe muitas coisas e normalmente tem opinião formada sobre qualquer assunto. Quando não tem, constrói uma opinião de última hora baseada na sua mais pura intuição;
Gosta – que pensem que passa o tempo a ver exposições e a ler bons livros;
Não gosta – quando alguém menciona um autor que ela não conhece;
Acha – que as lésbicas incultas não são dignas de ser lésbicas;
Sexo – só depois de acabar de ler este capítulo, está bem? ;
Assusta-se – quando lhe propõem uma noite de copos;
Recorre – à sua cultura geral para tentar convencer os outros de coisas em que nem ela está segura de acreditar;
Vai – entupir as tuas prateleiras de livros e obrigar-te a ler um a um para que estejas à altura de ser namorada dela.

Obsessiva – A boa notícia é que não vais precisar mais de andar com a tua agenda atrás. Ela saberá a tua agenda de cor, basta que lhe perguntes. Mais do que isso, ela esforçar-se-á por ser a tua única “agenda” (a única coisa que terás para fazer).
Se ainda não começaste a namorar com ela, se calhar é bom não começares. Se já namoram, paga-lhe um psicólogo antes que sejas tu a precisar de um.
Normalmente a obsessiva tem sempre namorada, já que é uma pessoa que costuma ter extrema dificuldade em suportar-se a ela mesma, sozinha. Quando não tem namorada costuma investir nas ex.
Tem a mania – que estão sempre a esconder-lhe alguma coisa;
Gosta – que precisem dela a todo o momento e de saber tudo o que se passa no mundo e na tua cabeça (mesmo quando nem tu própria sabes);
Não gosta – que a abandonem. Prefere ser ela a abandonar;
Acha – mal que a namorada queira sair só com as colegas de turma. Faz questão de ir ao jantar mesmo que a única pessoa que conheça e com quem poderá desenvolver assunto seja a sua própria namorada;
Sexo – Espera aí, espera aí! Isto não é o teu perfume, pois não? Mudaste de perfume? Como assim, é o mesmo de sempre? Eu sei que estou constipada, mas o cheiro pareceu-me diferente. ;
Assusta-se – quando a namorada não lhe atende o telefone;
Recorre – ao seu faro de detective para descobrir verdades que só existem na sua cabeça;
Vai – deixar-te doida ao ponto de não a suportares mais. Se acabares com ela irá perseguir-te para todo o lado e encher-te o telemóvel com mensagens ora ameaçadoras, ora apaixonadas, ora depressivas, até ficar sem saldo.

Artística – Gosta de exprimir-se com uma caneta na mão, quiçá com um pincel, às vezes compõe música, faz teatro, gosta de fotografia e, mais raramente, faz cinema ou esculpe. Na verdade as lésbicas têm todas a mania que são grandes artistas. Grande parte das lésbicas lamechas passam metade da sua vida a escrever poemas e blogs para gajas que nunca as vão querer. Aquelas que são um pouco mais masoquistas adoram “copiar” poemas depressivos, sobretudo dos heterónimos pessoanos.
Tem a mania – que ninguém escreve como ela;
Gosta – de mostrar às potenciais amantes as suas grandiosas obras;
Não gosta – de raparigas que não saibam avaliar bem o seu valor artístico;
Acha – que tem uma mensagem qualquer a transmitir ao mundo;
Sexo – Primeiro tenho de esconder a câmera, sem que ela dê por isso. Sempre quis fazer um filme de qualidade;
Assusta-se – quando as ex descobrem que enviava os mesmos poemas a todas elas;
Recorre – à arte para expor publicamente todo o ódio e todo o amor que sente por ti. Amiga, reza para que ela nunca seja famosa!;
Vai – vender na feira da ladra o filme que fez na vossa primeira noite de sexo.


Púdica – Acha mal as pessoas terem sexo por divertimento. O sexo para elas é uma coisa quase sagrada que só se faz com a namorada (costumam mudar de namorada semanalmente).
Tem a mania – que é uma pessoa resguardada e que as pessoas que se assumem sem complexos são exibicionistas;
Gosta – que ninguém saiba que ela é lésbica;
Não gosta – quando alguém não se mostra surpreendido quando ela conta que é lésbica;
Acha – que as lésbicas não querem uma relação séria e só querem andar aí a curtir;
Sexo – Devia ser só para fazer bebés. Ando a tentar com a minha nova namorada. ;
Assusta-se – quando a convidam para fazer um ménage;
Recorre – à sua hipocrisia para esconder a verdadeira p*** que há dentro de si;
Vai – pôr-te os palitos com toda a gente que lhe quiser saltar em cima e se alguma vez a confrontares com isso, negá-lo-á sempre com todo o vigor. Mas não te preocupes com isto porque o mais provável é não teres tempo de questionar nada já que, como referi no início, as relações desta menina costumam durar, em média, uma semana.

Diva – Todas as descrições feitas anteriormente servem para explicar aquilo que a verdadeira lésbica Diva NÃO deve ser. O lema da Diva é “Sê aquilo que procuras nos outros!”.
Tem a mania – que não tem manias nenhumas;
Gosta – que apreciem a sua forma de ser;
Não gosta – de lésbicas que não tenham uma postura de divas. Normalmente as divas não se misturam muito com as outras categorias;
Acha – que antes de se ser lésbica, é-se mulher, é-se human@. ;
Sexo – do bom e do melhor e com pessoas de qualidade. Porque eu mereço ;
Assusta-se – com as lésbicas que estão-se nas tintas para serem exemplares Divas lésbicas;
Recorre – ao bom senso e à sua lábia natural para tentar convencer-te a ser uma Diva;
Vai – querer ser tua amiga mesmo que as coisas não corram bem noutros campos. A Diva costuma ser excessivamente diplomática o que pode causar algum constrangimento (sobretudo para aquelas que não estão habituadas às mais elementares regras de convivência). Isto pode levar-te a mandá-la ir apanhar urtigas, se não tiveres paciência com as regras diplomáticas que se estabelecem na cabeça da Diva.

Quem chegou a esta parte já compreendeu que a Diva é a melhorzinha porque alguém tem de dar o exemplo. Em breve contarei o que acontece quando elas interagem.

Se alguém quiser aventurar-se com desenhos destas lésbicas, queira ter a gentileza de partilhar para o sembikini@gmail.com , porque a condessa também não sabe desenhar. Não há prémios para melhores desenhos mas garanto que será divertido bikinar sobre isto.

x-pressiongirl



P.S. - Depois deste post inaugural, surgiram vários episódios das 12 lésbicas. Podem encontrá-los aqui.
A Condessa X ajudou-me a fazer um teste no Facebook para descobrires qual destas 12 lésbicas habita dentro de ti.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Diz-me como a chuva - até 17 de Agosto

"Diz-me como a chuva" estará em cartaz na Comuna até dia 17 de Agosto.
A partir da obra de Tenessee Williams, surge este espectáculo protagonizado por Cucha Carvalheiro e Isabel Medina que ao longo da peça irão encarnar as mais diversas personagens do universo de Williams.



Esta é uma produção da Escola de Mulheres, fundada em 1995, cujo objectivo primeiro é "privilegiar a criação e o trabalho feminino no Teatro e promover e divulgar uma nova dramaturgia de temática e escrita femininas, quer nacional, quer estrangeira, na medida em que o repertório habitualmente representado nos nossos palcos não reflecte, em nosso entender, o papel que nas últimas décadas a Mulher tem vindo a desempenhar, assim como as novas contradições que daí advêm, vinculando quase sempre pontos de vista masculinos sobre as mulheres e reproduzindo universos tipicamente masculinos.". Mais informações aqui.

Bilheteira Teatro: 931 619 217
TicketLine: 707 234 234

De 4ª a Sábado às 21h45
Domingos às 17h00

Bilhetes: 12,50 €
Descontos: 7,50 € (menos de 25 e mais de 65)
Maiores de 12 anos

Condessa X

Nova enquete: Como defines a tua relação actual?

Esta é a nova enquete sembikini. Muitas vezes definir uma relação implica entrar em acordos, dado que ninguém se relaciona sozinho. Não se pergunta aqui se se é solteiro ou comprometido, mas que tipo de relação se mantém com a pessoa ou pessoas com a qual/as quais interage no momento. Se a relação é meramente sexual ou também afectiva, se é fechada ou aberta, e se é composta por mais de duas pessoas que aceitem natural e conscientemente esse facto (a isto chama-se poliamor).

x-pressiongirl

resultado enquete: Brinquedos sexuais

É bom saber que entre as votantes não há ninguém que não saiba o que é um dildo. É bom saber também que não há nenhuma que já tivesse usado um e que não tenha gostado. Mais de metade das votantes já usou e recomenda. Cerca de 1/4 das votantes afirmou querer experimentar estes brinquedinhos. Apenas uma menina disse que nunca usou nem tenciona usar. Quanto às meninas que votaram na última opção: Não, acho que um homem não conta! ;-)




x-pressiongirl

sábado, 9 de agosto de 2008

Lesboa - 2º aniversário

Já tem data marcada a próxima Lesboa. Será no dia 3 de Outubro e como o bom filho a casa torna esta edição voltará a ter lugar no ISA. As portas abrem às 23:30 às mulheres de branco (o dress code é obrigatório). Serão €15 com direito a um duche de TGV (Tequilla, Gin e Vodka).



As DJ's são fabulosas: Raquel Kraft que recentemente tem marcado presença em diversas festas e presenteado as pistas de dança dos bares mais animados da noite lisboeta irá abrir novamente a pista da Lesboa.
Mariana Couto, cujo trabalho confesso não conhecer ainda.
Rita Zukt, a girl de Leiria que de vez em quando desce a Lisboa para animadas sessões de Electro e Minimal no club Souk. De presentinho deixo aqui uns sets belíssimos.
Tânia Pascoal, que pôs um Armazém de Alcântara a gemer de loucura e delírio na I Lesboa e que agora surge com um novo álbum com o sugestivo nome de "Electronic Seduction". A visita ao myspace desta DJ também é obrigatória!

Condessa X

P.S. - A parte de terem direito a duche de TGV era a brincar, ok? Os €15 só dão direito a uma bebida. Sugeri o shot TGV porque assim bebem três de uma vez.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Gala - a diva italiana

Digam-me que se lembram desta italiana belíssima.



Não estão a reconhecê-la? De facto, há muito tempo que não se ouve falar desta rapariga, pelo menos aqui em Portugal onde as boas notícias nem sempre chegam depressa. Esta ragazza de Milão reapareceu há cerca de 2 anos com este single "Faraway".
Em finais dos anos 90, as suas músicas fizeram tremendo sucesso por cá. Destas vocês recordam-se, hein?



Quem não se lembra dos mega-sucessos Come into my life, Let a boy cry ou Freed from desire?
Com apenas 32 anos, Gala tem uma legião de fãs espalhad@s pelos quatro cantos de uma terra arredondada. As suas letras são deveras sugestivas para as lésbicas atentas, mas não são só as letras, já que também os seus vídeos exploram bastante a questão dos papéis, do queer e, consequentemente, da sexualidade, ou melhor, das diversas sexualidades. Chego ao ponto em que me apetece transcrever algumas das suas letras.
"Everyone has inside" (esta é dedicada às amigas que não gostam de pagar entrada nas discotecas)
"Ex-excuse me
We are two
Ye-yeah, uh, me and my girlfriend "
Só consegui achar este remix, mas se tiveram acesso à versão original poderão acompanhar a letra que é hilariante.



"Summer eclipse" (com Gipsy kings)
"we try to avoid each other's eyes
they say our hands should never touch
rules of love that kill so much
I'll wait for you, if this can't be
we'll meet again in a dream"

"Let a boy cry"
"They made you change, do you remember when you were someone else
Soldiers and dolls won't give away my childhood dreams
I was a pirate, I conquered, and I sailed free
And they say silver, I choose gold
I've never done as I've been told"
e mais adiante
"Someone will judge her crazy soul
Let the girl fight and she will know"

As novas músicas também têm letras muito interessantes que poderão consultar aqui. De destacar uma musiquinha com a participação dos Balkan Beat Box, que estiveram entre nós na semana passada, no Festival Med, em Loulé.

Gala é muito reservada relativamente à sua vida pessoal e por isso ainda ganha mais pontos porque parece querer ser apreciada pelo seu trabalho e não pela sua conduta. Nos tempos que correm é uma raridade haver artistas que não se vendam ao "rosa-choque" da imprensa medíocre que reina no paraíso dos ignorantes. Nunca em lado algum li ou vi Gala assumir-se como homo ou bissexual. A Pink TV é o primeiro canal de temática gay da televisão francesa e já terá cerca de 4 anos. A Pink TV pregou-lhe uma partidinha de gosto duvidoso. É um bocado sacana tentar sacar informações pessoais desta forma:



Ah, quem tiver dificuldades com a língua francesa (os franceses têm a mania de dobrar a voz dos estrangeiros) pode avisar que a Condessa certamente disponibilizará a sua intérprete pessoal.

Mais informações sobre Gala Rizzatto:

http://www.galasound.com/ - site oficial

http://www.myspace.com/galamusic

http://galarizzatto.com/ - site criado por fãs brasileiras


Boas músicas!

x-pressiongirl

P.S. - Consta que Gala lançou recentemente a sua própria editora com o sugestivo nome de "Matriarchy". Alguma alma mais informada que tenha a gentileza de confirmar se isto é verdade.

sábado, 2 de agosto de 2008

Abrigo

Regarde de femme teve a gentileza de brindar o sembikini com uma reflexão sobre o filme Abrigo. Todo o texto que segue é da sua responsabilidade:

Caríssimas Condessa X e X-pressiongirl,

Agradeço o convite que me foi feito por vós, para escrever no “Sembikini”. É para mim, um verdadeiro privilégio!
Antes de começar quero também cumprimentar as visitantes informadas e de bom gosto do “Sembikini”. Bem-haja!
O “momento de reflexão” que escolhi desenvolver é sobre o filme “Abrigo”, que já foi sugerido aqui, pela Condessa. O objectivo não é contá-lo mas sim pensá-lo de acordo com a principal causa deste blog. A homossexualidade.

Antes de ver o filme as expectativas eram:
* Homossexualidade
* Imigração / Clandestinidade
Depois,
* Imigração / Clandestinidade
* Riqueza / Poder
* Pobreza
* Homossexualidade
Interessante, não é?
O filme vale a pena para quem gosta de causas sociais, para quem gosta de filmes algo parados. O ar que se respirava naquela sala era quase puro de tão vazia que estava. Enfim… como diria a nossa estimada Condessa, “ isto são conversas para outros «bikinis» ”.
Antes de mais, tenho de confessar uma coisa. Em primeiro lugar, fui ver o filme por causa da Maria de Medeiros (não ia perder a oportunidade de ouvi-la falar italiano! Que charme!) e em segundo por causa da Homossexualidade. Qual não foi o meu espanto, quando sai da sala de cinema a “discutir” problemas como Imigração / Clandestinidade; Poder; Globalização; Riqueza; Pobreza; Hipocrisia e… da Maria de Medeiros a falar italiano (a quem eu dou nota 20!).
A Homossexualidade ficou em segundo plano na discussão e isso, sinceramente, agradou-me. Passo a explicar. No filme, lembro-me de dois pontos altos alusivos directamente ao tema: 1) A dificuldade em dizer com todas as palavras: Sou Gay! (Continua a ser um problema real dos homossexuais!); 2) A Aceitação dos pais. Neste caso, a mãe. (O resto da família… “Hoje em dia é «moda» ter um gay na família”! Ainda não percebi se esta ideia é positiva ou não!). Todos os restantes momentos estão indirectamente ligados por consequência de outros. P. Ex: Traição, diferença de classes, i.e., namorar com a patroa que, por sinal é rica e dá direito a alguns privilégios.
A forma simples, prática e natural como Marco Puccioni, conseguiu mostrar que uma relação homossexual pode ser bela, cúmplice, sexual, sensual mas também insegura, ciumenta, possessiva foi muito bem trabalhada. Foi capaz de lhe dar um estatuto igual às relações heterossexuais, no que toca a emoções, a sentimentos, independentemente do género.
Se agora conversasse com a Condessa X aposto que me perguntaria com aquele ar sarcástico: ”Então diga-me, qual é a novidade que nos quer dar?”
Ao que eu responderia:
- Sabe Condessa, enquanto continuar a ler coisas como: “ Estava com o meu filho de 6 anos no metro e à nossa frente dois rapazes conversavam. De repente começam a beijar-se. Olhei para o meu filho e pensei: e agora como lhe vou explicar isto?”, significa que gostar de alguém do mesmo sexo ainda não é tão natural quanto queríamos que fosse, significa que ainda se continua a reivindicar direitos legislativos e sociais iguais, (como é possível ter deveres quando não se tem direitos?), significa que ainda se continua a luta contraditoriamente extenuante e incansável de mudar mentalidades.
Neste sentido, filmes que valorizem, de uma forma digna, temas bem mais graves que a homossexualidade será sempre uma mais-valia!
A Imigração/Clandestinidade é, sem dúvida, uma questão muito mais complexa que exige um estudo mais detalhado e acima de tudo uma acção forte “in loco”.
O filme representa bem a linha ténue que separa o ser descriminado daquele que descrimina. E que não é a orientação sexual que dita a degradação do mundo, mas sim, nesta longa-metragem, o poder financeiro, as classes, os conflitos de interesses.





A Homossexualidade não é um problema!




Estes são problemas e sublinho problemas que realmente interessam! Vale a pena ouvir o que esta Senhora diz!

Quando tenho o prazer de tê-las a tomar um copo de champanhe comigo?

Regarde de Femme