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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Não sabes onde é que elas andam?

No gaydargirls, darling. Estão todas lá, umas mais camufladas, umas mais assiduamente que outras, mas é lá que têm estado.
Uma amiga dissera-me que tínhamos acabado de bater um recorde no gaydargirls. Rapidamente me juntei para fazer número e participar no registo do momento. É graças a ela que hoje temos esta imagem como prova de que estivemos 66 raparigas portuguesas online no gaydargirls. Muitas estão registadas mas raros são os momentos em que se dá a enchente que leva ao recorde.



Já no início a Condessa fizera uma reflexão sobre G World e L World em que registava um recorde de 51 portuguesas online. Ao fim de quase 6 meses sembikini poucas novidades há a acrescentar. Apenas o recorde.
Se forem ao gaydar dos rapazes vão encontrar a Condessa lá, camuflada com fotos que roubou de um modelo que ela mesma fotografou, a estudar o comportamento dos homens.

Acham que ela sabe disto tudo só através dos espiões e dos informantes sembikini?

Bom fim-de-semana!

x-pressiongirl

P.S. - Se assistirem a um record que bata este não deixem de partilhar, ok?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

As jeitosas

Hoje é dia 11 de Setembro e para assinalar a triste data também eu venho falar de atentados (se quiserem reflectir um bocado sobre o 11 de Setembro, cliquem nos links; se preferirem continuar a acreditar nas mentiras que a imprensa e os políticos controlados pelos donos do mundo nos vendem, ignorem os links e continuem a ler como se eu não tivesse dito nada) .
Penso que no Porto chamar-lhes-iam mais facilmente de mal-jeitosas. A x-pression tentou convencer-me a fazer um perfil mas assim que me deparei com a página principal, achei que sairia mais no lucro fazendo um perfil no gaydar dos rapazes.
Descobri que as raparigas contratadas para represntar as lésbicas na homepage do gaydargirls foram despedidas, por isso, de recordação, deixo aqui esta foto que roubei ao senhor nuba, que já havia reflectido sobre isto.



O gaydargirls colocou recentemente um anúncio para novas modelos a figurar nas imagens da página de entrada. Os requisitos eram muito difíceis de preencher pelas portuguesas que, regra geral, até têm algum gosto. Vale a pena dar um lucky look no anúncio que a administração do Gaydargirls colocou nos subúrbios londrinos e eu tomei a liberdade de traduzir:

"O gaydargirls procura raparigas jovens (preferencialmente virgens, mas, se não poder ser, ao menos que tenham boas mamas), com aspecto de quem leva porrada dos pais diariamente, com ar de que não toma banho regularmente e, mais importante de tudo, que não saiba sorrir.
Tens um ar desgraçadinho e infeliz, assim tipo Floribela?
Tens um corte de cabelo daqueles que não lembra a ninguém?
És gorda que nem uma lontra?
Tens um ar antipático?
Achas que perto de ti o Mike Tyson sentir-se-ia efeminado?
És a nossa rapariga! Vem tirar umas fotos e figurar na nossa homepage!"


Soube, junto de fonte fidedigna que o gaydargirls teve grande dificuldade em escolher as concorrentes, mas elas foram escolhidas a dedo (não sei qual deles, juro, se o indicador se o do meio).
Comparem as fotos do gaydargirls com as fotos do gaydarboys e chorem um bocadinho que é para aliviar os nervos.



Têm todas um ar desgraçadinho e infeliz q.b. Não há uma única foto em que alguma das pobres raparigas esteja com um ar mais feliz ou meio sorridente. É o tal drama de que vos falei. Até as administradoras do gaydargirls têm um pézinho a escorregar para o chinelo dramático. As miúdas têm todas um ar de quem acaba de sair da prisão e isso não é bom para uma rapariga que pondere fazer o seu registo e se depare com aquelas imagens. Vai deixar de ser lésbica nesse exacto momento, só de pensar que lá dentro vai encontrar raparigas iguais àquelas. Há quem jure que mesmo as raparigas portuguesas com as quais deus não foi tão generoso conseguem superar de longe qualquer uma das “modelos” gaydargirls (produto britânico da pior qualidade). Uma das minhas amigas descreveu melhor ainda este fenómeno: “Bem brega!”. :-)
Tenho um precioso informante que andou a partilhar umas coisinhas bem interessantes sobre o gaydar dos rapazes por isso um destes dias venho trazer informações sobre o que andei a descobrir no G World.

Trureloo,

Condessa X

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Recorde no gaydargirls - L word e G word

As amigas portuguesas bateram um recorde no gaydargirls. Parece que ultrapassámos as 54 online. Andei a incentivar algumas amigas a fazerem o login para registar o momento, mas esqueci-me de fazer print screen :-( por isso levam com a imagem do recorde anterior que eu tive a felicidade de registar. Se, porventura, presenciarem um novo recorde não deixem de enviar a imagem.

Desobri que quando se ultrapassa as 40 raparigas online temos de virar a página. Os rapazes gays descobriram isto há muito, mas muito mais tempo. É que, normalmente, costumam estar online cerca de 1000 rapazes portugueses, no gaydar deles.

A explicação é simples. Os gays são homens (note-se que a palavra gay apenas serve para designar raparigas lésbicas quando aplicada num sentido mais restrito e em que a referência seja clara); a luta LGBT é normalmente encabeçada por homens; eles, enquanto homens, não sentem complexos em autorizar-se a procurar sexo (ok, nem todos os gays são descomplexados, mas proporcionalmente, são mais bem resolvidos do que nós raparigas lésbicas/bi) pois isso é visto como algo natural num homem. Mais ainda, a generalidade das raparigas tem vergonha de admitir que tem um perfil no gaydargirls (a maioria ou não tem foto, ou tem fotos de estrelas de música e cinema, ou tem fotos suas desfocadas e distorcidas) e muito menos admite que teve um blind date ou, pior ainda, que conheceu a namorada através do gaydar. Complexos atrás de complexos.

Só há relativamente pouco tempo é que se começou a ver anúncios de prostitutos para mulheres, e parece que é um negócio em franca expansão. A mulher (hetero ou homossexual) também procura sexo, mas fá-lo às escondidas porque socialmente não é bem aceite que uma mulher exprima descomplexadamente tais desejos. A sua única saída é procurar às escondidas aquilo que, muitas vezes por imposição social, é (auto)obrigada a criticar publicamente.

Para aqueles que dizem "Ah, o homem é mais sexual do que a mulher", respondam então à simples pergunta:

"Que espaços, físicos ou virtuais, tem a mulher (hetero ou homossexual) para exprimir descomplexadamente a sua sexualidade?"


1.Antes de mais importa referir que a mulher lésbica tem uma grande desvantagem relativamente aos homens gays: ela é cobiçada e perseguida por homens heterossexuais que têm a fantasia de ter sexo com duas mulheres ao mesmo tempo (ou seja, quase todos os homens heterossexuais) e que descaradamente povoam bares e chats a elas dirigidos.
Recordo-me da altura em que se vulgarizou o uso da internet e do fastio que me dava saber que ao entrar nos canais de temática lésbica do IRC teria de estar bem atenta ao tipo de discurso para conseguir detectar os intrusos.

2. Nos bares e discotecas para lésbicas (por acaso só conheço a Maria Lisboa, parece que o Memorial fechou, finalmente) a entrada de homens é permitida (e nem acho mal que o seja, mas incomoda-me profundamente quando os homens são heterossexuais que só estão ali a ocupar espaço com aquela baba de quem nunca viu duas raparigas juntas ao vivo).


3. Publicações lésbicas não temos. O Clube Safo (que há meses se encontra em gestão, por não ter quem queira pôr mãos à obra e ressuscitar a associação) costumava editar uma "revista" que era a "Zona Livre". Se quisermos uma revista lésbica temos de comprar revistas estrangeiras. Neste momento só me consigo recordar da g3 e da Diva (costumava haver na livraria LGBT Esquina Cor de Rosa, que fechou há mais de um ano - obrigada p, por me ter informado). Normalmente estas revistas podem ser encontradas em papelarias frequentadas por um público estrangeiro. Acham que as amigas deixam de comprar as revistas só porque vêm passar férias a Portugal? Quando fizer uma pesquisa decente publico mais links de revistas.


Houve uma revista, creio que há uns 5 anos atrás, que tentou implantar-se como revista "alternativa". Não era assumidamente nem gay nem lésbica. Deu para o torto, sairam 2 ou 3 números e a revista "Diferente" desapareceu. Temos ainda, muito esporadicamente, a Korpus que apesar de debater temas de interesse geral para o público LGBT, não tem sequer uma secção lésbica.


4. Mesmo as festas dirigidas a lésbicas como a Lesboa, são um produto recente que tem pouco mais de um ano. A propósito, informo que teremos a próxima dia 24 de Maio no espaço Domus por isso é bom guardarem um dinheirinho (uns meses antes de surgir a Lesboa ocorreram duas festas com o sugestivo título de "Festa da Mulher Aranha", lembram-se? Já fez dois anos e só custava €3).

5. Os espaços de debate dirigidos a mulheres são ainda muito poucos e consigo recordar-me do escândalo que foi quando começámos a organizar o "chá das 5" (em breve o Chá das 5 voltará à carga, trarei mais notícias nos próximos dias) que era um evento dirigido só a raparigas. "Isso é discriminação". Por acaso até é, mas faz sentido que por vezes as raparigas possam ter um espaço só delas, de vez em quando. Por exemplo, eu consigo compreender quando determinado bar se dirige só mesmo a rapazes, comprendo que haja saunas só para eles, não faria sentido que fosse doutra forma. Temos também os bares e discotecas mistas. Há espaços comuns e há espaços privados. Tornamo-nos mais desinibidas quando não temos de levar com as observações, as piadinhas, ou os olhares curiosos dos rapazes.

6. Os rapazes gays têm espaços só deles que não são invadidos por raparigas (quantas raparigas têm a fantasia de ir para a cama com dois gays?). O gaydar deles existe há muito mais tempo, eles têm saunas e, recentemente... tcharan! um clube de cruising ;-)

http://www.labyrinto.com/

Finalmente Portugal vem juntar-se a outras cidades e capitais europeias para onde os gays portugueses se deslocavam com alguma frequência e onde podiam disfrutar de espaços como este para exprimir as suas fantasias e fetiches.

Logicamente é um espaço dirigido somente a homens. Porquê? Porque as mulheres não gostam de sexo?

7. Não. Porque as mulheres ainda não se autorizaram a elas mesmas a desfrutar do sexo com a mesma naturalidade com que os homens o fazem.

Condessa X