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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Desaparecimento da rede Leswork deixa vácuo na cena lésbica em Portugal

Há vários vácuos na cena lésbica portuguesa que podemos mencionar apesar de gostarmos ou não: o desaparecimento do Memorial (bar lésbico que funcionou durante pelo menos duas décadas), as festas da Lesboa, que tinham como enfoque o público lésbico mas recebiam bem toda a gente e que duraram uns 8 anos senão mais, o Lesboat (festa da Lesboa num barco que navegava o Tejo), o desaparecimento de bares e discoteas como o Salto Alto, Maria Lisboa ou Ponto G. Há ainda a mencionar o apagamento de espaços outrora tidos como lésbicos como o Primas ou o Purex, que entretanto estão meio descaracterizados com tanto turista e hoje se apresentam apenas como friendly nos guias gays. 

É neste vácuo de espaços físicos que se encontra a rede Leswork que, sendo uma rede social na internet dinamizou e ocupou espaços nunca dantes reivindicados, como a pequena vila de Góis, palco dos seus acampamentos. 



O enfoque da rede Leswork era ser uma rede social fora da rede e fora da caixa, por isso os eventos diversificados e pioneiros em várias zonas do país. O primeiro speed dating lésbico ocorreu pelas mãos do Leswork no Algarve, em Lagoa durante o Allove Festival (festival que ocorreu apenas uma vez) que foi o tubo de ensaio para os replicados speed datings do Leswork no Arraial Pride de Lisboa.


Passaram-se 11 anos desde a criação da rede e uns 6 ou 7 desde o desaparecimento da rede que tantas amizades ajudou a criar e tantos casais fez e desfez. A rede funcionava por carolice e à data do seu desaparecimento eram mais de 1000 membros inscritas. Havia um controle rígido nas entradas para nos assegurarmos de estarmos apenas entre raparigas e hoje esse controle seria absolutamente impossível de ser feito porque hoje somos acusadas de sermos TERF (procurem o significado como eu fiz) se insistirmos na ideia de não deixar entrar todas, todos e todxs numa rede que era feita com a nossa carolice e com o meu tempo e dinheiro inicialmente. Era um clube de amigas que nos sairia muito caro hoje se o quiséssemos manter nos moldes em que funcionava. E isso é pena porque o Leswork era muito mais do que uma rede de engate, era uma rede que acolhia muitas raparigas que hoje estão orfãs de eventos exclusivos para elas, lésbicas, e somente a elas direccionados. 


É em resposta a essas órfãs de Leswork e de outros espaços físicos e virtuais (e não, associações LGBT+ não são a mesma coisa de todo) que vai haver um Leswork Revival. Surgiu da combinação de palavras LESbian netWORK e foi a primeira rede social portuguesa exclusivamente dedicada ao público lésbico.
Vai haver um Leswork Revival este sábado dia 22 às 15h00 no zoom, vamos mostrar o que foi a rede e a importância que ela teve para a comunidade lésbica e fazer um jogo tipo "quem quer ser milionária" no final. Estão todas convidadas.


Tópico: Leswork Revival I
Hora: 22 mai. 2021 às 15h00
Entrar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/81004666538...
ID da reunião: 810 0466 6538
Senha de acesso: 820573
Deixo de presente o vídeo da nossa primeira festa aberta à participação de todos e uma breve explicação do que era a rede https://www.youtube.com/watch?v=DFvJU1Bnkpo


segunda-feira, 9 de março de 2009

Dia da Mulher

Talvez por ser Domingo, quer-me parecer que este ano não houve muitos jantares de dia da mulher que eu não sei se deva contar com o nosso porque ele foi só um mini-jantar. ;-)
E não digam que não faz sentido comemorar-se este dia.

1. Há ou não opressão de género, seja em Portugal seja noutro país?
2. Quantas mulheres assumem cargos de direcção no nosso país?
3. Alguma mulher presidente da república?
4. Quantas no parlamento? E quantas falam?
5. Para que serve a mutilação feminina senão para se retirar a hipótese da rapariga vir algum dia a sentir prazer sexual?
6. As tarefas domésticas são plenamente divididas entre os vosos pais?
7. Quantas mulheres conhecem que batam nos maridos? Quantas conhecem que sejam por eles batidas?
8. Quantas vezes ouviram piropos na rua sem se sentirem "agredidas"?

Soube recentemente que o dia 8 de Março parece não estar ligado a nenhuma greve que tivesse dado origem ao incêndio numa fábrica ou que tivesse vitimado muitas das mulheres que lá trabalhavam. Luisa Boleo explica o porquê da data.

Tive, infelizmente, conhecimento tardio do evento promovido pela UMAR (aproveito para informar que a UMAR está a promover interessantes debates ao longo deste mês, é so clicar no link) e fui com algumas poucas amigas visitar a nossa querida Geraldine que tinha bolos e chás deliciosos.

Uma pequena dedicatória a Geraldine, que tão bem soube acolher as poucas tertuliantes. @-}-}--



Para os rapazes que chegam ao sembikini, vejam o vídeo e tentem "andar nos nossos sapatos". ;-)

A sério que da próxima tentarei estar mais atenta a eventos dos quais não queira desmobilizar e sim, estão convidadas para o próximo chá das 5. ;-)

Condessa X

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Geraldine vai à Factory

É uma rapariga nova que terá cerca de 2 meses. Respira glamour e vintage. Mora em Lisboa na rua de Arroios nº 56A. Tem muito bom gosto e aprecia ambientes retro. Ouve boa música e gosta de trajar roupa e adereços que pertenceram às suas avós. Penteia-se no coiffeur enquanto fala com os amigos ou saboreia uma boa bebida escutando a grafonola.
Geraldine é uma rapariga aberta a todo o tipo de propostas, ela aceita festas, quadros, sessões de fotografia e toda a espécie de desafios que lhe pareçam sugestivos.
Geraldine normalmente deita-se cedo, mas às sextas-feiras recebe visitas até à 1h da manhã.



Apesar de ser uma rapariga nova, Geraldine não gosta de perder uma boa festa. Neste Sábado Geraldine estará na LX Factory a comemorar a Lesboa Carnaval. Não a percam de vista.

Condessa X

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Lesbian speed dating em Lisboa

Anotem nas vossas agendas o dia 18 de Março porque ele ficará na história LGBT.
O Magnolia Caffé, em parceria com a revista Com'Out e a Big Eventos estão a organizar o primeiro evento de speed dating só para mulheres.
Neste primeiro evento poderão participar apenas mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 40.
Nesse dia, o Magnolia Caffé estará, a partir das 21h, reservado apenas às participantes. O evento decorrerá até às 23h, sendo que depois dessa hora as participantes podem continuar (já por sua conta) a travar conhecimento umas com as outras.
Para se inscreverem no evento têm de se registar no site SpeedParty e proceder posteriormente ao pagamento de €27 (custo de participação, com oferta da primeira bebida).
A noite será animada, certamente, e a organização faz saber que caso não encontrem ninguém que vos desperte interesse vos deixarão participar gratuitamente no próximo evento.
A Com'out oferece uma assinatura de 3 meses às primeiras 5 inscritas.
Mais informação aqui.
Será uma excelente oportunidade para conhecerem as 12 lésbicas. x-pressiongirl já fez saber que elas vão lá estar todinhas.

Um exemplo de Speed Dating mal sucedido



Agora um bom ;-) A propósito, a rapariga "vampira" chama-se Uta Refson, cujo nome lido invertido se descobre Nosferatu.



Condessa X

P.S. - Os rapazes que não fiquem chateados porque só falta duas semanas (dia 11 de Fevereiro) para o evento dirigido a eles. Mais informação sobre o evento dos rapazes é aqui.

P.S. - Acho muito mal o evento dos rapazes ser o único a gozar de sorteio de uma estadia na Casa Charneca.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Da comédia

Helena Martins começou este ano a tentar animar as lésbicas portuguesas. Rirmo-nos de nós próprios nem sempre é um exercício fácil. Imaginemos então que nos estamos a rir das outras. A Time Out publicou recentemente uma entrevista com Helena Martins que, se pouco me engano, terá começado as suas primeiras piadas lésbicas em Portugal no recém-nascido Candy Bar.
Admito que ainda não tive a oportunidade de conhecer o trabalho desta comediante e que me encontro deveras curiosa.
Agora a parte sem graça nenhuma. No fórum da REA, fazendo uma alusão a um sketch sobre "Engate Lésbico", a autora viu o seu tópico ser censurado. Eu também vi e graças ao print screen, rogo a quem tem vergonha que volte a colocar o dito tópico. Porque isto assim não tem graça nenhuma.



x-pressiongirl


P.S. - Uivemos, disse o cão.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Trumpsilvanya

Para compensar a falta das festas de espuma neste passado Verão, o Trumps decidiu agora compensar os habitués propondo-lhes Domingos novos.
Para quem redescobriu o prazer de voltar a sair aos Domingos esta é uma boa notícia a somar aos achados domingueiros. Dizem as boas línguas que o Trumpsilvanya é um espectáculo imperdível.



Se preferires passar o domingo sentad@ no sofá, escolhe o do Purex que o teu Domingo será com certeza bem mais animado.


x-pressiongirl

domingo, 9 de novembro de 2008

De quem é a rua?


Ontem foi um dia animado. @s professores (seriam entre 110 e 120 mil) vieram expor publicamente o seu descontentamento face aos inúmeros ataques de que têm sido alvo. Deixo-vos, a título de exemplo, um dos questionários aos quais o Ministério da (des)Educação os submete.



Esta afirmação rídicula (tal como todas as outras) é uma das que constam no questionário linkado.
E não são só os stôres que têm motivos para estar descontentes, são os alunos, os pais dos alunos, os futuros pais e toda a sociedade que verdadeiramente se preocupa com o descalabro que aqui anda em termos de política educativa.
E a rua foi deles!
E as ruas continuaram cheias de pessoas que, eventualmente, terão aproveitado para desfrutar do passeio pela capital. Ouvia-se falar de ensino em cada esquina. Às 2h os donos dos bares começaram a expulsar as pessoas mais teimosas:
"Vá lá, têm de ir embora para não termos problemas, está bem?"
Problemas. Com a polícia? Com a Câmara? Com os moradores? Vejam lá se acertam na resposta.
Este recolher obrigatório faz-me lembrar das histórias contadas pelos meus avós.


(Imagem sofregamente roubada do Invisible Red. A frase é da responsabilidade da Condessa. :-)

Qualquer dia não podemos estar mais de três pessoas a falar nos cafés e toda a gente sabe que para jogar à sueca são precisas quatro.

Outro pequeno desafio:
Os moradores sentem-se mais seguros com o encerramento dos bares às 2h? Os frequentadores sentem-se mais seguros? O metro irá funcionar até às 2h? A polícia será mais eficaz no combate à criminalidade? Quem lucra verdadeiramente com o encerramento do bairro às 2h (além do Frágil, que ontem tinha quilos de gente à espera de entrar)?
As pessoas que não moram no centro de Lisboa sabem que a noite lhes sai cara. Se os bares fecham às 2h que alternativa têm aqueles que dependem dos transportes que só amanhecem com a luz do sol? O sembikini contactou o gabinete do Sr. António Costa e eles responderam: "Ah, podem vir de carro, ou ir fazer tempo para uma discoteca ou então ficar em casa, claro". Ou seja: poluir a cidade que eles queriam com menos carros, gastar para encher os bolsos de quem mais lucra ou calar.
Havia uma concentração pacífica, convocada por sms e através de alguns blogs (Mea Culpa, aqui não se bikinou), às 2:30 no Largo Camões. Alguns comerciantes juntaram-se aos clientes e amigos do bairro. Entre apitos e jambés lá se gritaram umas palavras de ordem, fez-se rappel em estátuas (altamente desaconselhável porque as estátuas há meses que não vêem limpeza) e mostrou-se a identificação aos polícias mandatados pela CML. Não sei se mais gente se terá apercebido que, pelo menos, um polícia trazia meio escondida no casaco uma camera com a qual filmava os manifestantes à medida que circulava discretamente entre eles.
São estas as ruas que queremos? Para a semana há mais, caríssim@s!

Para assinar a petição contra o encerramento do Bairro Alto às 2h é aqui.

x-pressiongirl

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

benDITA

Não nutria particular fascínio por shows de striptease nem masculino nem feminino. O bom stripper é aquele que gosta realmente daquilo que está a fazer e consegue transmitir isso ao público, e deve ser deveras difícil conseguir gostar daquilo que se faz quando não se gosta do público para o qual se actua.
É por isso que a maior parte dos shows de strip lésbico não resultam.
Dos poucos que vi achei-os mal amanhados, valendo-se da expressão "show lésbico" para trazer gregos e troianos, leia-se velhos babosos dos que têm garrafinha cativa no bar e lésbicas ansiosas por ver maminhas que não sejam as da namorada. A gravidade disto é que muitas vezes o show não tem nada de lésbico. Elas são pagas para fingir que são lésbicas e nem sempre fingem bem. Os homens contentam-se com pouco, nós não. ;-)
Recordo-me do último que vi, infelizmente, longe de terras portuguesas porque aqui estas coisas demoram. O público era apenas composto por raparigas cujas idades deveriam concentrar-se algures entre os 20 e os 30 anos. E não se choquem por não haver rapazes lá dentro! Alguma de vós já entrou em alguma sauna? Alguma de vós já entrou no Labyrinto? Retomemos à vaca fria!
Duas raparigas lindíssimas, que supus serem bailarinas profissionais, moviam-se num ritmo sensual e ousado sem que caissem na vulgaridade. Havia simplicidade e ao mesmo tempo glamour. Elas pareciam desejar-se mutuamente e isso tornava aquele jogo excitante. Acabaram quase nuas deitadas uma sobre a outra, desenhando um simpático sorriso que deslizava entre a cúmplicidade delas e as raparigas do público. Toda a gente pareceu gostar. A fórmula é simples:
O público acreditou que elas tinham gostado do espectáculo que tinham acabado de dar.
E se calhar gostaram. Não havia gajos, lembram-se? ;-)
Pergunto-me quanto tempo faltará para que os espaços e as festas vocacionadas para o público lésbico (por enquanto ainda só temos a Lesboa mas há-de vir concorrência) nos brindarão com algo do género. E não precisa de ser um show de strip lésbico, há shows de cabaret que podem ser mil vezes mais apelativos. O Trumps parece ser dos poucos espaços da capital a perceber isso já que tem apostado incansavelmente em shows diversos e apelativos, bem longe do formato habitual de playback com mini-coreografias a que a generalidade dos espaços LGBT nos têm habituado.
Não desgosto de shows de transformismo, travesti ou drag queen mas admito que esta fórmula começa a cansar.
Descansemos um pouco:





x-pressiongirl

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Programa de Festas: Spectrum + Candy

Festa do Spectrum na Ilga, Sábado, dia 18 de Outubro, 23h

Os jogadores do spectrum vão comemorar 4 anos de existência, na Ilga.
É sempre bom saber que este espaço ainda existe e the GAME is not OVER.
Os jogadores prometem festa animada e convidam tod@s a entrar no jogo por isso não chamem a polícia, ok?



A Ilga fica na Rua de S. Lázaro, nº88. Quem for de metro deverá sair no Martim Moniz.

Festa de inauguração do Candy Bar em Cascais no dia das Bruxas
31 de Outubro às 23h30

Sua Malvadez, mais conhecida como Rainha Malvada, anunciou a inauguração deste novo espaço em Cascais. Esqueçamos os Candys de Brighton e Londres porque a única coisa que terão em comum é mesmo o nome. Este Candy pretende ser mais inclusivo e permitir a entrada a boys. A promessa é um espaço inovador onde as noites serão brindadas com uma arrojada mistura de Retrópopdiscótheatre.
Nesta primeira noite Óscar Reis e a belíssima Marlene são quem irá agitar as águas. DJ LorenzFactor e VJ Phaustino farão as honras da abertura.
Para consultar o mapa, a morada e obter outras informações é aqui.



Ponham-se na Linha, não sejam abóboras e venham comer doces!

Condessa X

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Dias de cinema

Hoje às 23h, a festa começa no Bairro Alto, na rua da Atalaia nº97. O bar Chueca irá receber a apresentação oficial da 12ª edição do festival de cinema queer de Lisboa (outrora denominado Festival de cinema gay e lésbico de Lisboa).
Agendas à mão: o festival decorre de 19 a 27 de Setembro.
A organização apela à participação de voluntários para o evento por isso, se vos parecer bem, este e-mail ser-vos-á útil: queerlisboa@gmail.com .
Haverá três secções competitivas: Prémios de Longa-Metragem (melhor filme, melhor actor e melhor actriz), Documentário e Curta-Metragem (prémio do público). Roam-se de inveja se se esqueceram de submeter os vossos filmes. O sembikini já tinha avisado para o fazerem atempadamente.
Haverá debates e festas imperdíveis. As festas irão decorrer em espaços tão diversos como o Chueca Bar, discoteca Maria Lisboa, Teatro Ibérico, Max Bar e Purex.
É pena o Grémio Lisbonense não estar mais no roteiro das festas do queer festival. A festa de encerramento do ano passado teve muito boa música.
Como sabem o edifício do Grémio é cobiçado pelos vampiros das imobiliárias e quem ousa contestar é premiado com estes famosos quebra-cabeças policiais.


Toda a informação sobre o festival aqui.

Condessa X

domingo, 31 de agosto de 2008

Demos um Salto Alto

Com os pés bem aperaltados percorremos a Rua da Rosa até ao número 159.

(Esta imagem foi descaradamente surripiada deste blog que, por sua vez, roubou deste)

Este espaço já teve vários nomes. Foi Salto Alto, Keops, depois Liquid e agora recuperou o Salto que havia perdido.
Fomos gentilmente recebidas pelo comité de recepção, composto por quatro mocinhas que falavam animadamente à porta.
Ao entrarmos no local parece que entramos no Maria Lisboa, não só pela decoração, mas pela música e pela frequência, já que toda a gente se conhece sem se conhecer.


Aberto no dia 13 de Agosto, este é o mais novo bar de frequência maioritariamente lésbica, juntando-se ao pequeno leque de bares vocacionados para este público específico, tais como o bar Chueca, Primas e Purex. Esquecemo-nos de algum? Bikinem por favor!


KaiMiaMera & x-pressiongirl

P.S. - mosca sugeriu que se adicionasse o bar "Lábios de vinho";
ar, sugeriu que se adicionasse "memorial" e "agito"